4 de janeiro de 2012
Campanha Salarial 2011/2012: jornais voltam à mesa de negociação nesta sexta-feira (6)
Depois de abandonar a mesa duas vezes, o sindicato patronal foi convencido pelo Ministério do Trabalho a retomar as negociações salariais com os jornalistas empregados de jornais e revistas do Ceará. A pedido do Sindjorce, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) marcou nova reunião entre trabalhadores e patrões para às 8h30 da próxima sexta-feira (06) com vistas à celebração da Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012 dos profissionais de impresso. A categoria aguarda uma proposta de aumento salarial decente desde setembro de 2011.
Na última rodada de negociação, ocorrida em 7 de dezembro, as empresas ofereceram um reajuste linear de 8% e a comissão de negociação do Sindjorce contrapôs índice de 10%. O presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado, Mauro Sales, se comprometeu a dar uma resposta aos trabalhadores antes do fechamento da folha de pagamento do mês de dezembro, o que ocorre geralmente por volta do dia 20, mas não honrou com a palavra até hoje.
As negociações se arrastam há quatro meses sem que os três principais jornais do Ceará – O Povo, Diário do Nordeste e O Estado -, tenham aceito nenhuma das reivindicações aprovadas em assembleia da categoria realizada no dia 19 de agosto de 2011.
Jornalistas reagem
As redações reagiram à intransigência patronal: no dia 9 de novembro, em consulta do Sindjorce respondida por 183 profissioanis dos três jornais, 82,51% deles disseram NÃO à proposta patronal de reajuste de 7,39%, enquanto apenas 8,19% disseram SIM e 9,29% não responderam.
Foram ouvidos 87 jornalista de O Povo, 79 do Diário do Nordeste e 17 do jornal O Estado. No primeiro, 63 recusaram a proposta patronal, contra 11 que aceitaram e 13 não responderam. No segundo, o número de recusas ao acordo subiu para 73, o de aceites despencou para apenas três e outros três não responderam. No terceiro, 15 recusram, um aceitou e um não respondeu.
“A reação da categoria fez com que os jornais aumentassem para 8% o valor do reajuste para os pisos, mas mantiveram apenas a inflação (7,39%) para os salários acima do piso, proposta já recusada pela categoria. Espera-se que agora, um mês depois da última negociação, os jornais tenham finalmente uma proposta decente para apresentar aos jornalistas”, explica a presidente em exercício do Sindjorce, Samira de Castro.


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