30 de agosto de 2004
Negociações começam nesta quarta-feira
A comissão de negociação será composta pela presidente do Sindjorce, Déborah Lima, o secretário-geral, Ronaldo Salgado, o secretário de administração e finanças, Victor Vasconcelos, a jornalista Márcia Gurgel, integrante da Comissão de Ética, e o assessor de imprensa da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Élton Viana.
As discussões entre os representantes da categoria e dos patrões serão mediadas pelo presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Ceará, Manuel Eduardo Pinheiro Campos. A minuta da proposta foi entregue pelo Sindjorce ao sindicato patronal no dia 18 de agosto.
Foram mantidas na pauta de reivindicações dos jornalistas as cláusulas já asseguradas pelo Judiciário, por ocasião do julgamento do dissídio coletivo, suscitado em fevereiro de 2003, entre elas a Diária de Viagem. "É uma proposta enxuta. Não incluímos nenhuma nova cláusula, apenas as já asseguradas pela Justiça, para facilitar a negociação com os patrões", afirma Déborah Lima.
As mudanças se restringem à atualização das cláusulas econômicas, como o percentual de reajuste. O Sindjorce está reivindicando uma recomposição de 15,50%, o que elevaria o piso dos atuais R$ 900,00 para R$ 1.039,00. Para os trabalhadores que ganham acima do piso, o percentual reivindicado é de 18,98%.
"A diferença entre os índices se deve à tentativa de recomposição dos salários dos jornalistas que ganham acima do piso. Por ocasião do julgamento do dissídio, eles tiveram um reajuste de apenas 12%", explica a presidente do Sindjorce. Para os jornalistas que recebem o piso, a Justiça concedeu um reajuste de 15%, bem acima do índice oferecido pelas empresas durante a campanha salarial 2003/2004.
A primeira rodada de negociações servirá de termômetro para medir o clima das próximas reuniões. A partir da postura das empresas, os jornalistas cearenses irão traçar sua estratégia de mobilização para fortalecer a categoria na mesa com os patrões. "Não pedimos nada além da reposição da inflação, o que mostra que estamos dispostos a negociar exaustivamente. Mas, se as empresas radicalizarem, os jornalistas precisam estar preparados para reagir com a principal arma dos trabalhadores: a participação", diz a presidente.


Tags
imprimir
enviar por email





