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25 de novembro de 2010

Aumento do nível de ocupação mantém desemprego em queda

Em outubro, nas sete regiões que compõem o Sistema PED - Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) - a taxa de desemprego recuou dos 11,4%, registrados em setembro, para os atuais 10,8%, apontando uma redução de 5,3%.  Estas informações fazem parte da PED, realizada regularmente pelo convênio mantido entre a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o DIEESE, com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e parceria com instituições e governos locais nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo e no Distrito Federal. Em relação a outubro de 2009, a taxa de desemprego apresentou queda de 19,4%, já que naquele mês correspondia a 13,4%.

O total de desempregados, em outubro, foi estimado em 2.400 mil pessoas, o que representa uma redução de  4,6% (ou 116 mil pessoas a menos) em comparação com setembro.  Em relação a outubro de 2009, o total de desempregados teve diminuição de 531 mil pessoas,  com uma queda de 18,1% no total.

A população economicamente ativa chegou, no último mês, a 22.213 mil pessoas, com 107  mil pessoas incorporadas ao mercado de trabalho (crescimento de 0,5%). Em relação a igual período em 2009, a PEA registrou expansão de 1,5%, o que representa o acréscimo de 326 mil pessoas à força de trabalho.

O nível de ocupação cresceu 1,1%, o que representa a abertura de 223 mil vagas, número mais que suficiente para absorver as 107  mil pessoas que chegaram ao mercado de trabalho, em outubro.  Assim, o total de ocupados somou 19.814 mil pessoas, o que significa uma evolução de 4,5% (ou 857 mil novos ocupados) em relação a outubro de 2009.

A geração de postos de trabalho, em outubro, registrou o maior número absoluto no setor Serviços, responsável pela criação de 152 mil vagas, com um aumento de 1,4%. Em termos relativos, este desempenho foi superado pela Construção Civil que gerou 30 mil ocupações, o que representou um aumento de 2,4%. A Indústria abriu 33 mil postos, com crescimento de 1,1%. Em 12 meses, o maior crescimento relativo ocorreu na Indústria onde os 198 mil empregos criados significaram um aumento de 7,1%. O Comércio - que no mês teve criação de apenas 12 mil ocupações - apresentou avanço, em um ano, de 4,8%, ou 149 mil vagas. O setor Serviços  registrou a abertura de 469 mil postos, uma variação de 4,6%. A mesma variação ocorreu na Construção Civil, onde foram geradas 56 mil ocupações.

O trabalho assalariado foi o que mais cresceu no mês, com a criação de 255 mil empregos (1,9%), devido ao desempenho do setor privado, onde foram abertos 226 mil postos (variação de 2,0%), sendo 168 mil de assalariados com carteira assinada. Houve decréscimo no trabalho autônomo (-67 mil vagas, variação de -1,9%). Em 12 meses, o assalariamento com vínculo formal aumentou 8,5% (730 mil empregos). Houve redução de 1,6% no trabalho autônomo (-57 mil postos) e de 3,2% no emprego doméstico (com eliminação de 47 mil vagas).

Em setembro, o nível de rendimentos de ocupados e assalariados voltou a crescer no conjunto de regiões pesquisadas. Para o rendimento médio dos ocupados, a elevação foi de 1,8%, e seu valor chegou a R$ 1.344, enquanto o salário médio subiu 2,6%, equivalendo a R$ 1.397. Entre setembro de 2009 e deste ano, a elevação do rendimento médio real correspondeu a 6,1%, para os ocupados e a 3,6%, para os assalariados.

Dados regionais

Seis, das sete capitais onde a PED é realizada, apresentaram redução do desemprego, em setembro. A única exceção foi o Distrito Federal, onde foi apurada relativa estabilidade na taxa, que passou de 13,0% para 13,1%. Em relação a outubro de 2009, o desemprego caiu 13,2%, já que naquele mês a taxa estava em 15,1%.

Três das sete regiões pesquisadas apresentaram, em outubro, taxas de desemprego de um dígito. A menor foi apurada, mais uma vez, em Belo Horizonte - 7,2% -, o que representa um recuo de 5,3% frente ao mês anterior (7,6%) e de 28,0% em relação a outubro de 2009 (10,0%). Em Porto Alegre, voltou a ser registrada a menor taxa da série iniciada em 1992, desta vez com 8,2% (em setembro fora de 8,5%). Na comparação com outubro de 2009 a taxa caiu 21,2%, uma vez que a taxa de então ficara em 10,4%. Fortaleza registrou taxa de desemprego de 7,9%, com a maior retração em relação ao mês anterior (-9,2%) dentre as regiões pesquisadas. Em comparação com outubro do ano passado a retração foi de 21,0%, uma vez que então a taxa de desemprego correspondia a 10,0%.

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo correspondeu, em outubro, a 10,9%, a menor para o mês desde 1991. Em relação a taxa verificada em setembro (11,5%) o recuo foi de 5,2%, enquanto frente a de um ano atrás (13,2%) a queda foi de 17,4%. Em Recife, a taxa de desemprego de 14,1% (a menor registrada pela pesquisa) representou uma retração de 7,8% em relação a setembro (15,3%) e de 26,6% em comparação com outubro de 2009 (19,2%). Salvador apresentou, em outubro, taxa de desemprego de 15,4%, com recuo de 4,9% em relação ao mês anterior (16,2%) e de 17,6%, frente a outubro de 2009 (18,7%).

O nível de ocupação apresentou maior avanço, em outubro, nas regiões metropolitanas pesquisadas situadas no Nordeste: houve crescimento de 2,3%, em Recife; 2,2%, em Salvador e 1,4%, em Fortaleza. Em São Paulo, o aumento foi de 1,3%, em Porto Alegre de 0,5% e em Belo Horizonte de 0,4%. Apenas no Distrito Federal houve pequena redução (-0,7%). Na comparação com outubro de 2009, apenas na Região Metropolitana de Belo Horizonte o nível de ocupação manteve-se relativamente estável (-0,1%). Nas demais houve crescimento: 11,9%, em Recife; 7,4%, em Salvador; 4,4%, em São Paulo; 4,1%, em Fortaleza e em Porto Alegre e 3,3%, no Distrito Federal.

O rendimento médio real dos ocupados aumentou em São Paulo (3,0%, passando a valer R$ 1.451); Distrito Federal (1,6%, equivalendo a R$ 2.008); Recife (1,5%, correspondendo a R$ 909); Salvador (0,8%, ou R$ 1.084) e Belo Horizonte (0,5%, ou R$ 1.376). Os rendimentos permaneceram relativamente estáveis (-0,2%) em Porto Alegre onde o valor médio foi de R$ 1.346 e cairam 1,3% em Fortaleza, correspondendo em média a R$ 840.

Em 12 meses, a PED apurou aumento no rendimento médio em quase todas as regiões: 16,9%, em Recife; 8,0%, em Salvador; 6,8%, em São Paulo; 5,3%, no Distrito Federal; 5,2%, em Porto Alegre e 4,2%, em Belo Horizonte. Somente em Fortaleza houve variação negativa de 0,4%.

Acesse também: www.dieese.org.br
Postado por autor: sindjorce em   Direito do Trabalhador.

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