16 de setembro de 2004
Nota de Repúdio
Na negociação em andamento, mais uma vez, as empresas condicionam reajuste salarial à redução nas diárias de viagem. Além de imporem restrições a outras cláusulas da convenção coletiva de trabalho, o que significa mais perdas para a categoria.
Os jornalistas cearenses, reunidos em assembléia nesta quinta-feira, dia 16 de setembro, decidiram tornar pública a ação deliberada dos empresários, o que só emperra o processo de negociação.
A precarização das condições de trabalho dos jornalistas tem reflexo direto na qualidade dos serviços prestados pelos veículos de comunicação, afetando, por conseqüência, os interesses da sociedade.
Apesar de a economia brasileira mostrar sinais claros de recuperação e das negociações salariais fechadas por outras categorias terem, em ampla maioria, recuperado as perdas com a inflação, as empresas de jornais e revistas mantêm hoje a mesma proposta apresentada há nove meses - 9% de reajuste. No entanto, para recuperar as perdas inflacionárias acumuladas entre janeiro de 2003 e setembro de 2004 é necessário um reajuste de 15,25%.
Apresentamos uma contra-proposta de reajuste linear de 12%, o que elevaria o piso salarial da categoria de R$ 900,00 para R$ 1.008,00, e demonstramos assim disposição em negociar. Esperamos com isso que as empresas revejam sua postura e que essa mudança reflita na última rodada de negociação marcada para amanhã, às 9 horas, na Ceará Rádio Clube.
Fortaleza, 16 de setembro de 2004.


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