27 de janeiro de 2011
Ministro pede sugestões ao FNDC para revisão do marco da mídia eletrônica
O coordenador-geral do FNDC, Celso Schröder, disse que é preciso superar no país essa equivocada ideia de que falar sobre regulação da comunicação é sinônimo de censura. "O princípio do marco regulatório é fundamental por exemplo para garantir que a radiodifusão continue a existir daqui a 10 anos. Sem ele, a radiodifusão brasileira acaba porque as teles tomarão de conta", disse.
A preocupação do FNDC é de que não se perca os avanços obtidos na 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Ele disse que as legislações atuais do setor não se conversam e impedem que setores importantes despontem no Brasil, como o de produção cultural. E que ainda que regule pontos da TV digital, que não é atendido nas leis existentes, como a multiprogramação. Schröder já marcou nova reunião com o ministro para meados de fevereiro.
Licença única
Bernardo aproveitou a conversa com os jornalistas para esclarecer sua posição em relação a um projeto de unificação de licenças, que está em estudo pela Anatel e que foi divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo hoje. Segundo ele, a licença única em estudo engloba apenas os serviços de telecomunicações - de voz, dados e TV paga -, e não os serviços de radiodifusão, como publicou o jornal. Negou também que o governo vai abandonar a tese da proibição da propriedade cruzada na radiodifusão, como indica a proposta de revisão do marco.
"A licença única é uma possibilidade que está sendo estudada na Anatel em função da convergência tecnológica, mas nada tem relação com a regulação da mídia eletrônica", enfatizou o ministro. Bernardo negou ainda que defenda a extensão do limite de capital estrangeiro para os portais da internet. "Esse tema não está em discussão no ministério, mas acho que a questões ligadas a abrangência da Constituição são resolvidas no Supremo Tribunal Federal", disse.
Exagero
Outra fonte da matéria do Estadão, o conselheiro João Rezende, da Anatel, viu exagero na interpretação do jornal. ". A colocação que eu fiz é que eu acho, que num prazo de cinco a 10 anos, a tecnologia vai caminhar para convergência no serviço de telecom, que é voz, dados e TV paga. Rádio e jornal não estão incluídos nessa licença única", ressaltou.
Fonte: Portal Telesíntese
http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/16728-bernardo-pede-sugestoes-ao-fndc-para-revisao-do-marco-da-midia-eletronica


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