7 de abril de 2011
Confira o perfil dos jornalistas homenageados em sessão solene desta sexta-feira
A Câmara Municipal de Fortaleza e a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará realizam nesta sexta-feira, 8 de abril, às 10 horas, no plenário do Legislativo Municipal, sessão solene em homenagem ao Dia Nacional do Jornalista, celebrado em 7 de abril.
Serão homenageados os jornalistas Emília Augusta, assessora de imprensa do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), o analista internacional Frederico Fontenele, o repórter-fotográfico Gumercindo Gomes, e os ex-ombudsmans do jornal O Povo Márcia Gurgel e Paulo Verlaine.
Durante toda a semana foram realizadas várias atividades para difundir as principais bandeiras de luta dos jornalistas brasileiros, tais como a aprovação das Propostas de Emenda Constitucional e dos projetos de lei que tramitam nos Parlamentos municipais, estaduais e nacional pela volta da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, a realização de concurso para preenchimento de vagas de jornalista no serviço público, a criação dos Conselhos de Comunicação Social e do Conselho Federal de Jornalistas, além da defesa instransigente da liberdade de expressão, do fim da censura nas redações e de melhores salários e condições de trabalho.
PERFIL DOS HOMENAGEADOS
Emília Augusta
Emilia Augusta Furtado Pamplona Bedê nasceu em Fortaleza, em 24 de março de 1954. Formou-se em Comunicação Social pela UFC, em 1977, e em Relações Públicas, em 1981, também pela UFC. Começou a trabalhar já no segundo ano de faculdade como repórter de vídeo da TV Verdes Mares, exercendo, ainda nesta empresa, as funções de redatora e de editora do Jornal do Meio Dia, hoje denominado CETV Primeira Edição.
Depois de 11 anos trabalhando em televisão, optou pelo jornal escrito, sendo contratada em 1987 pelo jornal O Povo, onde atuou nas editorias de Política e de Cidades. Em 1984, Emilia Augusta assumiu o cargo de Diretora de Produção da TV Ceará - TVC.
Paralelamente ao seu trabalho nas redações do jornal e de TV, Emilia Augusta sempre se dedicou a função de assessora de imprensa:trabalhou na assessoria de comunicação dos governos Virgílio Távora e Gonzaga Mota. Foi assessora de imprensa do Conselho Cearense dos Direitos da Mulher, participando ativamente do movimento feminista da época.
Atuou também como assessora de imprensa do CREA-CE, da OAB-CE e do Sindicato dos Médicos do Ceará (onde trabalha até hoje). Emilia também, foi por dois mandatos consecutivos, assessora de imprensa do então deputado estadual Eudoro Santana, sendo, desde 2002, assessora de imprensa do deputado federal e agora senador da República, Inácio Arruda .
Apesar de todas as suas atribuições, Emilia Augusta sempre teve tempo para se dedicar ao sindicato da sua categoria. Foi diretora do Sindicato dos Jornalistas no Estado do Ceará por várias gestões e é, atualmente, primeira secretaria da Associação Cearense de Imprensa - ACI.
Emilia Augusta é casada com Mário Roberto Mezzedimi e mãe da Louise Bedê Mezzedimi.
Frederico Fontenele Farias
Nasceu em 20 de junho de 1951, em Fortaleza. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1977. Começou em 1969, como crítico de cinema colaborador nos jornais Unitário e Gazetade Notícias (hoje fecahos). Ingressou como profissional no jornal O Povo, em 1975, combinando críticas cinematográficas com trabalho em redação de noticiários Brasil e Mundo. É, atualmente, comentarista internacional, assiando a coluna Continentes.
Gumercindo Gomes
O repórter fotográfico aposentado Gumercindo Gomes, um dos pioneiros do fotojornalismo no Ceará, pode ser considerado um vencedor, como ele mesmo diz. "Venci na vida". Nascido em Cascavel, em 11 de fevereiro de 1928, feio morar em Fortaleza com 10 anos, quando ficou órfão de mãe. Na capital, arranjou emprego como jardineiro, mas era muito franzino e não deu pro serviço. Sorte do jornalismo cearense.
Ainda menino foi trabalhar como contínuo no estúdo fotográfico Foto Novo. De lá, ingressou no Foto Nelson, no centro da cidade, fazendo serviços fotográficos, inclusive para o jornal O Democrata, de Luís Carlos Prestes, no começo da década de 50. Em 1958, veio a oportunidade que lhe faltava: foi chamado para substituir um repórter fotográfico do jornal Tribuna do Ceará, que havia sido suspenso e, em seguida, demitido.
A Tribuna do Ceará foi sua "casa" por 33 anos. "O Sancho (Afonso Sancho, proprietário do jornal) mandou eu pedir minhas contas do Foto Nelson para trabalhar com ele", relembra. Em 1963, foi nomeado relações públicas do DNOCS. Era fotógrafo oficial do presidente da autarquia e documentava em imagens a execução das mais importantes obras hídricas do Nordeste. Aposentou-se pelo DNOCS em 1997. Viúvo, Gumercindo Gomes teve 16 filhos, seis dos quais estão vivos. Tem 15 netos e três bisnetos. "Tudo que consegui devo a minha profissão. Acho que sou um vencedor porque chegar aqui com 10 anos, ainda criança, e me estabelecer profissionalmente foi muito difícil".
Márcia Gurgel
Márcia Gurgel Carlos Adeodato é formada em Comunicação Social e em Letras (licenciatura plena em Inglês e Português) pela Universidade Federal do Ceará e com habilitação em Relações Públicas também pela UFC. Foi jornalista do Jornal O POVO desde 1974 até 2005, quando se aposentou. Trabalhou na Secretaria de Imprensa e Relações Públicas da Prefeitura de Fortaleza por 20 anos. Na Coordenadoria de Comunicação da UFC, também trabalhou, como redatora, de 1995 até 2007, ano de sua aposentadoria.
No O Povo, desempenhou funções de repórter de Cidades, de Política, de Vida & Arte, de Brasil e Internacional, repórter especial, sub-editora de Opinião, editora de Vida & Arte, de Cidades, chefe de reportagem, articulista, editorialista e ombudsman. Como jornalista do O Povo, recebeu 27 prêmios de reportagem. Diretora de Comunicação Social do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-7) no período de 2002-2004.
Participou da diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará em diversas gestões e foi também diretora da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), na gestão de Washington Tadeu de Melo. Por 20 anos, foi também conselheira do Fundo Cristão para Crianças.
É casada com o também jornalista Fernando Adeodato Junior (aposentado, após 41 anos de trabalho no O Povo) e com ele tem três filhas: Melissa, Vanessa e Larissa.
Paulo Verlaine
Paulo Verlaine Coelho nasceu em 28 de março de 1950, na cidade de Fortaleza (CE). Tem mais da metade de sua vida dedicada ao jornalismo. Militou no movimento estudantil de Fortaleza e, devido a essas atividades, foi preso em 1969 e processado na Lei de Segurança Nacional. Na época, era funcionário do antigo Departamento dos Correios e Telégrafos (hoje Empresa Brasileira dos Correios e Telégrafos), sendo demitido sumariamente logo após a notícia de sua prisão ter chegado à direção dos Correios. Devido à prisão, teve de interromper os estudos do pré-vestibular.
No fim de 1969, ingressou no jornal O Povo, no Departamento de Pesquisa (hoje Banco de Dados). Em seguida, no mesmo jornal, exerceu as funções de repórter de setor nas editorias de Cidade e Política. De 1983 a 1985, foi editor de Política do O Povo.
Paralelamente, foi um dos fundadores e colaborador do jornal alternativo Mutirão (1977-1979) e diretor-editor do também jornal alternativo O Popular, pertencente ao livreiro e poeta Manoel Coelho Raposo.
Ingressou no jornal Diário do Nordeste em 1985, onde foi editor de Nacional/Internacional e Secretário de Redação. Foi ainda noticiarista da Rádio Assunção Cearense (1979-1982), redator da antiga Televisão Educativa Canal 5 (hoje TV Ceará).
Em 1985, de volta O Povo esteve, inicialmente, na equipe de primeira página do jornal. Posteriormente, foi editor de Brasil/Mundo/Últimas (1996-1997) e, com a reestruturaçãda redação redator da coluna Midia e repórter do Núcleo de Conjuntura (1997-2010). Mesmo aposentado em 2007, continou seu trabalho na redação.
Em 2008, teve de interromper as atividades no Núcleo de Conjuntura para assumir o cargo de Ombudsman do O Povo, atendendo a convite do então presidente da empresa Demócrito Rocha Dummar.
Em setembro de 2010, desliga-se do "O Povo". É membro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará (desde 1975) e da Associação Cearense de Imprensa.


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