21 de março de 2011
Campanha Salarial de Rádio e TV: Contraproposta patronal avança, mas ainda está aquém das necessidades da categoria
Depois de três reuniões frustradas por faltas e adiamentos do lado do patronato e três encontros com propostas negadas e/ou rebaixadas, as empresas, finalmente, começaram a negociar em termos de razoabilidade na Campanha Salarial Rádio e TV. Na sétima rodada de negociação, ocorrida no dia 17/03, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), o representante patronal apresentou contraproposta com alguns avanços, sobretudo em cláusulas sociais, mas ainda aquém das necessidades da categoria, principalmente no que diz respeito às cláusulas econômicas. "Podemos avançar ainda mais", resumiu o presidente do Sindjorce, Claylson Martins. "Há cláusulas sociais importantes para os trabalhadores", afirma o presidente do Sindjorce.
As empresas ofereceram reajuste de 7% para os pisos da categoria, representando ganho real de apenas 0,5%. Os salários básicos passariam de R$ 1.519,49 para R$ 1.625,85. Para os vencimentos acima do piso, a proposta patronal prevê correção de 6,5%, praticamente empatando com a inflação do período de 6,47%. "Ainda são propostas com ganhos reais ínfimos, o que não condiz com o atual momento econômico nem com o porte das emissoras de rádio e TV do Estado mas, principalmente, com as necessidades dos jornalistas", afirma a secretária-geral do Sindjorce, Samira de Castro.
Segundo dados do Dieese, o INPC não é mais parâmetro para as negociações salariais no Estado há três anos. Samira lembra que a campanha salarial dos jornalistas de impresso fechou com reajuste de 5,5% para os pisos, contra uma inflação de 4,29%, o que representa a conquista de ganho real de 1,16%. "Com uma pauta extremamente enxuta, queremos, acima de tudo, isonomia. A maioria das cláusulas que pleiteamos para a Convenção Coletiva de Trabalho de meios eletrônicos já está na CCT de Impresso, como é o caso da Saúde do Jornalista, Gratificação de Chefia de 50%, Dispensa, Antecipação Salarial e Publicações Sindicais", frisa a secretária-geral.
Conheça a contraproposta patronal
Cláusula Segunda - Piso Salarial: correção de 7%, para uma reivindicação de 13% feita pelo Sindjorce
Cláusula Terceira - Salários acima do piso: correção de 6,5%
Cláusula Quarta - Reportagem especial: correção de 6,5%
Cláusula Quinta - Seguro de Vida: correção de 6,5%
Cláusula Sexta - Vale Refeição: negada
Cláusula Sétima - Saúde do Jornalista: parcialmente aceita, com sugestão de nova redação a ser apresentada pelo patronato
Cláusula Oitava - Gratificação de Chefia: proposto percentual de 40%, abaixo dos 50% solicitados pelo Sindjorce
Cláusula Nona - Antecipação Salarial: negada. Proposta a antecipação de metade do 13º salário quando o jornalista retornar das férias
Cláusula Décima - Assistência Social: aceita, conforme redação da CCT de Impresso
Cláusula Décima Primeira - Dispensa: aceita, com nova redação a ser apresentada pelo patronato
Cláusula Décima Segunda - Estabilidade: aceita com redação atual
Cláusula Décima Terceira - Publicações Sindicais: negada


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