19 de janeiro de 2010
Campanha salarial de rádio e TV: empresas negam reivindicações dos jornalistas e querem extinguir a Reportagem Especial
Na primeira rodada de negociação da campanha salarial 2010 dos jornalistas de rádio e TV, ocorrida no dia 12 de janeiro, as empresas ofereceram aos jornalistas um reajuste de 4,2% e negaram todas as novas cláusulas reivindicadas pelos profissionais de mídia eletrônica. Os jornalistas reivindicam o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de 4,11%, mais 5% de ganho real (acima da inflação). Ao contrário dos jornais e revistas, que, logo na primeira rodada de negociação, aceitaram a renovação de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e propuseram a criação de uma comissão paritária para discutir as novas cláusulas reivindicadas pelos jornalistas, as emissoras de rádio e TV fizeram exatamente o oposto: recusaram o vale-refeição diário de R$ 10,00, os cursos de capacitação e a criação da comissão de saúde do jornalista com a participação de profissionais do CEREST - Centro de Referência em Saúde do Trabalhador.
Como se não bastasse, as empresas de mídia eletrônica também querem extinguir a cláusula da Reportagem Especial, presente na CCT há mais de duas décadas. A cláusula estabelece valores mínimos para a produção de textos e imagens para reportagens. Diante da proposta inaceitável, as negociações prosseguem e a segunda reunião já tem data marcada: é nesta quinta-feira, dia 21 de janeiro, às 14h30min, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego - SRTE.
Acompanhe no portal www.sindjorce.org.br o desenrolar das negociações da campanha salarial 2010 dos jornalistas de rádio e TV. Para receber os boletins eletrônicos do Sindjorce em seu e-mail, basta cadastrá-lo no nosso portal. Envie sugestões e críticas para contato@sindjorce.org.br. Sua contribuição será muito bem-vinda.
Repercussão Nacional
O portal Comunique-se destacou a campanha salarial do Ceará, especialmente a cláusula que quer acabar com o pagamento para as reportagens especiais. Segundo o portal, o impasse começou depois que o Sindijorce reivindicou o reajuste automático do piso para R$ 910,00. Diante do pedido de aumento, as empresas se manifestaram contra a permanência da cláusula. “Eles dizem que na prática não existe, mas várias pessoas nos procuram para saber a tabela para trabalhos freelancers”, afirmou Claylson Martins, diretor-suplente do Sindjorce.
Veja a matéria na íntegra:
Veículos do Ceará pretendem extinguir piso para trabalho freelancer Da Redação | ||
| As empresas de Rádio e TV do Ceará querem a exclusão da cláusula que estabelece um piso de R$ 831,37 por minuto para o pagamento de reportagens especiais. A norma já existe na Convenção Coletiva de Trabalho, definida pelas empresas e pelo Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) há mais de 20 anos, mas o patronato alega que o piso nunca foi seguido pelo mercado. De acordo com o sindicato, a cláusula serve como base para orientar o trabalho dos jornalistas freelancers que trabalham em emissoras de radiodifusão.O impasse começou depois que o Sindijorce reivindicou o reajuste automático do piso para R$ 910,00. Diante do pedido de aumento, as empresas se manifestaram contra a permanência da cláusula.“Eles dizem que na prática não existe, mas várias pessoas nos procuram para saber a tabela para trabalhos freelancers”, afirmou Claylson Martins, diretor-suplente do Sindjorce. Além de pedir a exclusão da cláusula, as empresas de comunicação do Ceará negaram benefícios como vale-refeição de R$ 10,00, cursos de capacitação e a criação da comissão de saúde do jornalista. A segunda rodada da discussão deve acontecer amanhã (21/01) na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego - SRTE. | ||


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