23 de fevereiro de 2011
Campanha Salarial de Rádio e TV: presidente do sindicato patronal reconhece que é preciso ter diálogo
Após os protestos da categoria, realizados nos desfiles do bloco de pré-cranaval Matou a Pau...ta!, representantes dos sindicatos laboral e patronal voltam a se reunir, nesta quinta-feira (24/02), para a quinta rodada de negociação da Campanha Salarial 2011 dos jornalistas empregados em rádios e televisões do Estado. A reunião será às 13h30, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE). Rechaçando a contraproposta imoral do patronato, de reposição da inflação (6,47%) e Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) anterior, os jornalistas empunharam, em plena Parça do Ferreira, uma faixa com a frase “Bloco da liseira: cadê o reajuste dos jornalistas?”. A categoria também denunciou, de forma bem-humorada, o não pagamento de horas extras e a tentativa das empresas de implantação de banco de horas.
Em visita às redações do Sistema Verdes Mares, o presidente do Sindjorce, Claylson Martins; a secretária-geral, Samira de Castro, e a diretora de Administração e Finanças, Déborah Lima, conversaram com o presidente do sindicato patronal, Edilmar Norões, que não participa das mesas de negociação. O grupo expôs a falta de argumentação e a postura do preposto dos patrões para negar todas as cláusulas pleiteadas pela categoria. “É não por não!”, disse o negociador na última reunião. Para Norões, “é necessário ter, no mínimo, diálogo”.
Com data-base em 1º de janeiro, os jornalistas de mídia eletrônica reivindicam reajuste salarial de 13%, piso salarial de R$ 1.717,02, adicional por tempo de serviço, gratificação de chefia de 50%, seguro de vida/invalidez de R$ 44.781,24, vale alimentação diário de R$ 10,00, criação de comissões de saúde nas redações, estabilidade durante a campanha salarial, entre outras cláusulas. “O que as empresas pagam hoje aos seus funcionários está totalmente incompatível com a função, a responsabilidade e a expertise de seus profissionais”, afirma Samira de Castro.
Para a secretária-geral do Sindjorce, a minuta laboral foi construía de forma enxuta, após assembleia da categoria, com espaços para avanço nas negociações, tendo em vista o atual cenário econômico, com diversas categorias conquistando aumento real de salário. “Não dá para aceitar a negativa de todas as cláusulas, sem a menor fundamentação, além da proposição de um banco de horas. Há discussões acumuladas de campanhas salariais anteriores e queremos avançar, sobretudo, nas cláusulas sociais”.


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