16 de fevereiro de 2011
Centrais sindicais entregam a parlamentares da bancada cearense manifesto em defesa do Salário Mínimo
A CUT-CE, em parceria com a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-CE), a Nova Central e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), promoveu, na manhã de segunda-feira (14/2), um café da manhã com parlamentares da bancada cearense na Câmara Federal e Senado. As centrais discutiram com deputados e senadores cearenses a Política de Valorização do Salário Mínimo e solicitaram o apoio nas votações do Congresso Nacional sobre o tema. "O Brasil inteiro está com os olhos voltados para o Congresso. É importante para todos os brasileiros ter uma política consolidada de valorização do mínimo, que os avanços ocorram em 2011, mas também de forma permanente", defendeu o presidente da CUT-CE, Jerônimo do Nascimento. As centrais reafirmaram o valor de R$580,00 para o ano de 2011.
Estiveram presentes no evento os deputados federais André Figueiredo (PDT), Artur Bruno (PT), Chico Lopes (PCdoB) e Eudes Xavier (PT), e o senador Inácio Arruda (PCdoB). Integrantes da base de apoio ao governo Dilma Rousseff, os parlamentares sinalizaram posicionamentos diferentes nas votações, mas todos defenderam que o valor pode ser maior que os R$ 545,00, valor apontado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Os parlamentares propuseram um adiantamento do reajuste do próximo ano e afirmaram trabalhar no avanço das negociações. No entanto, destacaram que será preciso muita mobilização esta semana pelos movimentos sindicais, como forma de avançar no processo.
Com o apoio do grupo para as negociações, os sindicalistas tiveram a declaração de voto do deputado federal Eudes Xavier a favor de um aumento maior que R$ 545,00. Ele foi o único a afirmar não seguir a orientação da bancada governista, se preciso, para garantir o valor maior em 2011. "A pauta do salário mínimo sempre foi a nossa, nunca abrimos mão de fazer a luta. Se aumentarmos o salário mínimo, aumentamos a renda dos mais pobres", defendeu.
Além dos representantes das cinco centrais sindicais e dos parlamentares, o assessor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Reginaldo Aguiar, também participou dos debates. O Sindjorce foi representado no evento pelos diretores Déborah Lima, Marina Valente, Lúcia Estrela e Salomão de Castro, que aproveitaram a ocasião para fechar o voto favorável de todos os parlamentares presentes às PECs que tramitam no Congresso Nacional pela volta da obrigatoriedade do diploma para jornalistas.
Leia abaixo a íntegra do manifesto em defesa da Política de Valorização do Salário Mínimo entregue pelas centrais sindicais aos parlamentares:
Valorização do salário mínimo é mecanismo de distribuição de renda e justiça social
A Central Única dos Trabalhadores no Estado do Ceará (CUT-CE), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-CE), a Nova Central e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) reafirmam aos parlamentares da bancada cearense na Câmara Federal e no Senado a importância da política de valorização do salário mínimo, que deve ser garantida de forma permanente e consolidada, oferecendo aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros ganhos reais, acima da inflação.
As centrais sindicais compreendem que este é o principal instrumento de distribuição de renda no País, com repercussões em toda cadeia produtiva. Por isso, CUT, Força Sindical, CTB, UGT e Nova Central integram o movimento nacional de defesa do valor de R$ 580,00 para este ano e contam com a adesão de todos os parlamentares cearenses nessa causa.
De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 6,47%. O aumento de R$ 510 para R$ 545 apenas contemplaria a variação desse índice, não garantindo uma elevação real.
Frente aos grandes benefícios para a economia do Estado do Ceará, em especial aos trabalhadores assalariados, contribuindo para a redução das desigualdades e superação da miséria, as entidades abaixo assinadas contam com o apoio e o voto dos parlamentares cearenses ao salário mínimo de R$ 580,00 em 2011, assim como, para a aprovação de uma política permanente de valorização desse referencial de rendimento. Dessa forma, o povo cearense confirma sua representatividade e confiança no seu parlamento.
Central Única dos Trabalhadores no Estado do Ceará (CUT-CE)
Força Sindical
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-CE)
Nova Central
União Geral dos Trabalhadores (UGT)


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