24 de novembro de 2010
Comunicação e democracia: o papel do movimento sindical
A esse tipo de violação realizada por interesses midiáticos corporativos é que devemos nos contrapor. Nossa lógica é muito simples. Quanto maior seja a diversidade de comunicadores e meios comunitários, mais numerosa será a agenda pública para o debate e, portanto, mais democrática será a sociedade. A esta pluralidade se devem incluir os meios de comunicação impulsionados pela classe trabalhadora e suas organizações sindicais.
Para iniciar esta luta, é urgente destacar o papel ativo do Estado para democratizar a comunicação e promovê-la como um Direito Humano fundamental. Os governos devem apoiar aos meios comunitários e lutar contra a precarização laboral de comunicadores. Além disso, devem estimular a criação de meios por parte dos movimentos populares e das organizações sindicais.
No entanto, nada disso será efetivo se os próprios sindicatos não consideram a comunicação como um eixo transversal de todas as suas atividades. Nosso dever não se limita a informar, mas também a utilizar a comunicação como meio fundamental para a promoção dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
No dia 2 de novembro, o sindicalismo das Américas deu um passo importante neste sentido, ao criar a rede de comunicadores sindicais. Também adotou uma declaração com o compromisso de que a comunicação estará no centro das estratégias de reestruturação e reforma do movimento sindical, estimulando a mais ampla participação das bases no caminho por maior democracia sindical.
Michel Foucalt dizia que o poder se exerce em rede. Se isso é certo, acrescentamos que o poder se constrói em rede. Neste rumo seguimos.
Víctor Báez Mosqueira*
Secretário-geral da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA)
http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=621647


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