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21 de novembro de 2011

Diretoria do Sindjorce participa de debate sobre a Comissão da Verdade na Faculdade de Direito da UFC

Um dia depois de a presidenta Dilma Roussef (PT) sancionar as leis de Acesso a Informações Públicas e que cria a Comissão da Verdade, a Faculdade de Direito da UFC promoveu, em 19 de novembro, um debate sobre a nova legislação. As discussões contaram com a participação do jornalista Messias Pontes, integrante da Comissão de Ética do Sindjorce e presidente da Associação 64/68 – Anistia. Ele constituiu a delegação cearense que participou, em Brasília, da solenidade de sanção das leis



A delegação cearense presente à sanção presidencial também contou com a participação de Mário Albuquerque (Comissão Especial de Anistia Wanda Sidou), Lúcia Alencar (Instituto Frei Tito de Alencar), Deputada estadual Eliane Novais (Assembleia Legislativa), vereadora Eliane Gomes (Câmara Municipal de Fortaleza), deputado federal Chico Lopes (Comissão Parlamentar de Acompanhamento da Anistia) e senador Inácio Arruda.

Garantia do contraditório

Em função da impossibilidade da presença do general Torres de Melo, que defenderia contra a Comissão da Vedade durante o debate na UFC, os alunos da Faculdade de Direito foram divididos em dois grupos: um para defender e outro para criticar a criação da Comissão. Uma das críticas feitas foi a de que a Comissão da Verdade possibilitará o acesso às informações sobre os porões da ditadura militar, no entanto, não garantirá a publicação das informações na grande mídia, tampouco impedirá que os dados sejam censurados pelos veículos de comunicação.

Por outro lado, os estudantes de Direito que defenderam a Comissão da Verdade afirmaram haver formas de se driblar a censura dos meios que tentarem esconder a verdade em função do envolvimento de seus proprietários com torturadores ou delatores. “A internet está aí. Temos sim formas alternativas de divulgação da verdade", defendeu a bancada pró-Comissão.

Também participaram do debate a presidente em exercício do Sindjorce, Samira de Castro, acompanhada dos diretores Mirton Peixoto, Evilázio Bezerra e Déborah Lima. "Nós, jornalistas, temos papel preponderante neste momento. Não se trata de revanchismo contra torturadores e delatores, mas de se apurar informações para que a história do Brasil seja contada com fidelidade, a fim de que não se repitam os atentados aos direitos humanos cometidos por regimes de exceção", afirma Samira de Castro.
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