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17 de maio de 2011

Diretoria do Sindjorce repudia acusações de presidente da entidade

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) vem a público repudiar as declarações feitas pelo presidente da entidade, Claylson Martins, na “Carta Aberta aos Jornalistas”, divulgada nesta terça-feira (17), dando conta de que ele estaria sendo vítima de “golpe” por seus pares. O que o presidente entende por “golpe” é o corte temporário de sua ajuda de custo, no valor R$ 1.519,49 mensais, deliberado por unanimidade, em reunião da diretoria executiva realizada no dia 16 de maio.



Em virtude de um déficit acumulado de R$ 14.095,88 no mês de fevereiro, R$ 10.974,14 no mês de março e de R$ 8.392,23 no mês de abril de 2011, somando resultado negativo de R$ 33.462,25 no último trimestre, a diretoria deliberou também pelo corte do uso de táxi, que somou R$ 2.066,76 nos últimos três meses. Cortes anteriores, tais como despesas com mototáxi, refeições e celulares, já haviam sido deliberados como forma de sanear as finanças do Sindjorce. Estranha-nos o fato de as infundadas denúncias de agressão física e moral terem sido levadas ao conhecimento da categoria, por meio de “Carta Aberta aos Jornalistas”, exatamente um dia depois do corte da ajuda de custo do presidente.



Espanta-nos também como uma atitude responsável com as finanças do sindicato tenha sido interpretada pelo presidente como uma tentativa da diretoria de forçá-lo a renunciar. Aliás, se isso ocorrer, nenhum dos diretores poderá assumir o cargo do atual presidente, já que o Estatuto do Sindjorce, em seu artigo 23 prevê, nesses casos, a convocação, num prazo de 30 dias, de nova eleição para preencher a vacância até o fim do mandato. Portanto, a versão de tentativa de “golpe” é refutada pelo próprio Estatuto da entidade.



A diretoria do Sindjorce nega também que o presidente tenha sido vítima de agressão física. Na verdade, Claylson Martins foi quem agrediu moralmente a jornalista Angela Marinho, integrante da Comissão de Ética do sindicato, ao atribuir a ela informações distorcidas levadas à vice-presidência da FENAJ dando conta de que o Sindjorce, que sempre gozou da confiança da diretoria da Federação, estaria organizando uma oposição à entidade no Ceará.




Esquece o presidente que o Sindjorce, com muito orgulho, foi o terceiro sindicato de jornalistas do Brasil em número de votos conquistados para a eleição da atual diretoria da FENAJ, ficando atrás apenas dos sindicatos de São Paulo e do Rio Grande do Sul.




Argumenta o presidente estar sendo vítima de retaliações “por não concordar com as práticas aplicadas ao longo dos últimos anos”, quando sua gestão nem sequer completou um ano. Será que essas discordâncias eram anteriores à sua eleição e foram omitidas até o presente momento?



Não sabe a categoria que o presidente tentou manter no cargo de secretária do Departamento Financeiro uma amiga sua que, segundo ele próprio reconheceu, estava desviando recursos da entidade. Não sabe a categoria que Claylson Martins também tentou segurar no cargo de auxiliar administrativo outro amigo seu, que passava por cima das decisões de diretoria com o respaldo do próprio presidente. Demitido, o amigo do presidente passou a atacar publicamente diretores do Sindjorce via Twitter e Facebook, sem que Claylson Martins tomasse qualquer atitude para defender seus pares.



Também não sabe a categoria que o presidente do Sindjorce, em situações de agressão a sindicalistas e jornalistas no exercício da profissão, solidarizou-se com os agressores, tendo inclusive acompanhando os mesmos em visitas de “mea culpa” à redação da TVC, por exemplo. Tais fatos, repudiados internamente pela diretoria do Sindjorce, somente agora tomam dimensão pública para que a categoria tenha uma exata noção dos reais pontos de divergência entre o atual presidente e seus companheiros de sindicato.



Por fim, lamentamos que, às vésperas do aniversário de 58 anos de fundação do Sindjorce, quando toda a diretoria se preparava para festejar a data, o presidente esteja mais empenhado em promover a cizânia em sua própria base. Aguardamos o posicionamento da Comissão de Ética da entidade a quem cabe, estatutariamente, deliberar sobre a questionável postura de Claylson Martins diante de suas ações e omissões perante a categoria dos jornalistas profissionais no Estado do Ceará.




Samira de Castro, secretária-geral


Déborah Lima, diretora de Administração e Finanças


Mirton Peixoto, diretor de Ação Sindical


Evilázio Bezerra, diretor executivo


Aloísio Coutinho, diretor executivo


Lúcia Damasceno, diretora executiva


Francisco Ferreira Gatto, conselheiro fiscal


Angela Marinho, integrante da Comissão de Ética


Salomão de Castro, delegado da FENAJ


Fátima Medina, delegada da FENAJ


Rafael Mesquita, coordenador do Departamento de Juventude








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comentários

18/05/11 » Mara Cibely de Oliveira comentou:

Fiquei "passada" com a situação atual da presidência do Sindjorce. Sempre olho o site e parecia estar tudo indo muito bem... Para futuras manifestações, pode contar comigo, não faço parte do sindicato mas acredito integralmente no respaldo das pessoas que assinaram a notícia de repúdio ao presidente. Que tudo melhore o mais breve possível! Abraços! Mara Cibely de Oliveira, Estudante de jornalismo

18/05/11 » Lilian Andrade comentou:

Acredito na diretoria do Sindjorce. Quem mais, entre os dirigentes, assina embaixo da versão do presidente? Tem mais alguém? Se não há mais ninguém.... ai é que eu acredito mesmo. Difícil em um fato assim não ter ninguém que seja a favor do suposto agredido. Trabalho no meio sindical. Já vi muitas coisas. Difícil acreditar nisso. Só sei que muita gente confunde, principalmente quem está fora. Lilian Andrade - Assessora de Imprensa

19/05/11 » Rafael Mesquita comentou:

A cantora Maria Rita tá falando no twitter que "Pau que nasce torto, morre torto mesmo né? Mau caratismo é eterno... Cuidado com o que leem por aí! Hasta..." Isso é exemplar pra explicar a situação atual de perseguição a diretoria do Sindjorce, cujo o presidente, Claylson Martins detonou uma séria de mentiras sobre a mesma, enquanto era ele que arrasava com a instituição, com calúnias, rombos orçamentários, relações pessoais com funcionários e muita inatividade. Aproveitando a situação, alguns jornalistas, que pensam que o Sindjorce, ao invés de um sindicato, é um clube social, querem se utilizar politicamente disso. Os argumentos deles são morais, mas essas pessoas, a grande maioria desocupados que usam o local de trabalho pra reproduzir ofensas aos outros, nunca pisou ou não pisa há séculos nas assembleias e ações da categoria. Gente suja e mesquinha que deixa de lado todo o trabalho feito pelo sindicato ao longo dos últimos 7 anos, pq não conseguiram voto pra sentarem nas cadeiras de diretores. Com argumentos pequenos, nos acusam de ditadores, enquanto deixam de lado a confirmação das urnas, atravé do suflágio eleitoral. Pelegagem é pouco pra explicar a orientação política desse povo, que de formação política mesmo não têm nada. Nem se quer conhecem o estatuto da entidade, já que atribuem a nossa crítica ao sacana do atual presidente, como um desejo de expulsar ele do sindicato pra outro sentar em sua cadeira. Porém, o estatuto fala em novas eleições no caso de renúncia do presidente. A história só começou, pq a mesquinhez e sede de alcançar o poder de um grupo totalmente desconectado com o termo COMBATIVIDADE continua, seja através do caso Calylson, seja por outros meios. Trabalho que é bom, ninguém fala. Perguntem a algum deles quais as atribuições de um sindicato? Meu povo, uma mentira bem contada e respaldada por oportunistas cresce... e como cresce. A única coisa que não cresce é luta, que perde em disputas internas, enquanto poderíamos avançar. Destruir a nossa base, através do ódio é a aposta dessa galera. Resta a nós responder e esperar. A Comissão de ética vai se pronunciar sobre o caso e está ouvindo desde de ontem a noite todos os envolvidos. Aguardem e verão! Enquanto isso, vejam todas as informações aqui no site!

20/05/11 » Paulo Verlaine Coelho comentou:

A categoria e o Sindicato dos Jornalistas são maiores que brigas internas na diretoria. O presidente Clayilson deveria saber disso mais do que nós, simples filiados. Infelizmente, parece que ele não se apercebe disso e joga o Sindicato numa crise sem precedentes na história dessa entidade. Será que todo o restante da diretoria está errado e ele é o único certo?

21/05/11 » Klycia Fontenele comentou:

Olá, pessoas muitos de vcs já acompanham pelo twitter o diz que me disse sobre os conflitos que estão girando em torno da diretoria do Sindicato dos Jornalistas. Acredito que muitos estejam baseando suas informações/opiniões apenas pelos 140 caracteres... Confesso que eu ainda estou tentando entender o que está acontecendo, por isso, estou buscando as informações, tentando não ficar em especulações... Peço que façam o mesmo. Embora sejam também relatos, versões diferentes do mesmo fato, acho importante que sejam lidas as cartas publicadas pelo presidente Claylson Martins e pelos demais diretores do Sindjorce. Espero, ainda, o parecer da comissão de ética que sei que está trabalhando (sem a participação, inclusive, de Angela Marinho, visto que a mesma é parte interessada na questão). Klycia Fontenele - Assessora de Comunicação Professora da Universidade Federal do Ceará

21/05/11 » Lúcio Filho comentou:

Acho que finalmente apareceu uma ponderação sensata no meio de toda a esculhambação, que infelizmente, que virou o Sindjorce. Parabéns Klycia! Ressalto que o bom jornalismo se faz ouvindo todos os lados sobre o mesmo fato. Considero ainda extremamente legítimo o movimento de vários colegas que querem se reunir para encontrar uma solução para este problema e decidir o futuro do Sindicato, porém considero que o lugar ideal para que isso aconteça não é mesa de bar ou a casa de quem quer que seja. O fórum e o lugar ideal para que aconteçam essas reuniões é a sede do Sindicato, que tem um estatuto a ser cumprido e todos que pagam a mensalidade tem o direito de interferir, dentro das normas impostas por esses instrumentos. Que todos os fatos sejam apurados, mas que a imagem do Sindicato não saia mais manchada do que já está e que nós, jornalistas, não percamos força nas próximas campanhas salarias. Já pararam para pensar que quem está "se abrindo" dessa briga toda são os patrões e que em uma próxima campanha salarial podem oferecer qualquer proposta. É muito importante resolver a briga interna, mas fazer com que o Sindjorce saia o menos afetado possível. Lúcio Filho - repórter e produtor da Fortaleza FM 93,5 Jornalista Profissional MTb CE 2464 JP

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