18 de novembro de 2009
Empresas de comunicação do PR e PE querem o fim da exigência do diploma na CCT dos jornalistas
Muita gente ainda acredita que a polêmica que envolve o diploma para jornalista trata-se exclusivamente de um debate sobre ideais liberais e sobre liberdades individuais. Uma prova da ingenuidade: Por uma questão política, os empresários de comunicação de Pernambuco e do Paraná insistem em retirar a exigência do diploma da Convenção Coletiva de Trabalho dos jornalistas. O representante dos dois sindicatos patronais do PR, o advogado Roberto Santiago, revelou a intenção durante a quarta rodada de negociações, que aconteceu ontem (17/11) na sede do Sindicato dos Jornalistas.
A posição dos donos dos veículos paranaenses e pernambucanos explicita o que eles realmente desejam com a queda do diploma: desregulamentação da profissão e precarização das relações trabalhistas. Além disso, a intransigência dos empresários na mesa de negociação é bem diferente da postura que adotaram publicamente, quando se comprometeram em seguir contratando jornalistas profissionais. Prova da falta de compromisso com a qualidade da informação dá o maior grupo de comunicação do PR, a RPC, que, de forma oportunista, abriu um "cursinho" Talento Jornalismo para não-diplomados na área.
"Essa é a vida real", diz o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, Márcio Rodrigues. "O Supremo vive em uma ilha da fantasia e não tem dimensão do estrago que fez na organização da nossa profissão", protesta. O Sindicato está convocando seus associados para dizer "não" à proposta patronal na assembléia marcada para a próxima semana. Em Pernambuco, uma nova negociação está marcada para amanhã (19/11) à tarde, com objetivo de encontrar uma solução para o impasse.


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