15 de junho de 2010
Evilázio Bezerra conquista vitória dupla no Prêmio BNB de Jornalismo
No dia exato em que completou um mês da demissão ilegal do jornalista Evilázio Bezerra pelo jornal O Povo, um dos repórteres-fotográficos mais premiados do Ceará, ele faturou mais dois prêmios - sendo um nacional - para a sua vasta galeria particular. Demitido por integrar a Chapa 1, que disputará as Eleições Sindjorce 2010, Evilázio conquistou dois prêmios BNB de Jornalismo 2009, no dia 14 de junho, com a foto "Agricultura familiar para o desenvolvimento do Nordeste", publicada no jornal O Povo. A foto foi vitoriosa nas categorias regional e nacional - nesta última, empatada com a do repórter-fotográfico Alexsandro Regis, da Tribuna do Norte (RN), com a foto "Fruticultura abre caminho em meio a crise". Evilázio foi comunicado da sua dispensa pelo Departamento Pessoal do jornal O Povo no dia 14 de maio, dez dias após se increver candidato à diretoria executiva do Sindjorce pela Chapa 1 - Sindicato de lutas, conquistas e esperança. A demissão gerou manifestações de rua, pronunciamos no Legislativo e uma forte repercussão em todo o país, tendo sido repudiada pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Associação Cearense de Imprensa (ACI), Sindicato dos Gráficos do Ceará (SINTIGRACE) e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (SINDJORCE), que publicaram notas públicas contra o ataque à livre organização dos trabalhadores.
A dispensa feriu a Constituição Federal e a Consolidação das Leis do Trabalho, que impedem a demissão de candidatos a dirigentes sindicais, e será revertida na Justiça pela assessoria jurídica do Sindjorce. Os dois prêmios conquistados por Evilázio são uma tapa com luvas de pelica na arrogância do jornal O Povo, que acha que pode impedir seus empregados de ter uma militância sindical independente e ainda atacar a reputação do jornalista entre os colegas, alegando que a demissão não foi política. "Os prêmios são a prova de que a demissão de Evilázio não teve motivos profissionais, como alega a empresa. Se queria demitir, que tivesse feito isso fora do período eleitoral e dentro da legalidade", esclarece a presidente do Sindjorce, Déborah Lima.


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