2 de dezembro de 2009
Fenaj quer agilizar tramitação da PEC do Diploma
A presença do patronato durante a votação no Senado reforça a tese defendida pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Para o presidente da Federação, Sérgio Murilo, isso mostra que a questão do diploma não está ligada às liberdades de expressão e de imprensa, mas sim às relações trabalhistas entre empregados e patrões. "Os patrões vieram para a disputa e jogaram pesado", afirma Sérgio Murillo. O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Daniel Slaviero, fez um corpo-a-corpo junto aos parlamentares antes dos debates, inclusive distribuindo panfleto da entidade.
"Foi mais uma vitória importante do movimento pela qualificação do jornalismo", disse o presidente da FENAJ. "Mas ainda temos muito trabalho pela frente", completou, controlando o tom comemorativo de outros dirigentes da entidade e de Sindicatos de Jornalistas que o acompanhavam.
Nesta semana deve ocorrer, ainda, uma reunião entre os autores e relatores das PECs que tramitam na Câmara dos Deputados e do Senado, juntamente com a coordenação da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma e com dirigentes da FENAJ. A o objetivo da reunião é estabelecer ações para que a tramitação das matérias avance ainda mais em 2009.
Agilizar a tramitação
Em visita ao Senado no dia 25 de novembro, diretores da FENAJ e dos Sindicatos dos Jornalistas do Ceará, município do Rio de Janeiro e de São Paulo foram recebidos pelo presidente da Casa, senador José Sarney (PMDB/AM). O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, pediu o apoio de Sarney ao restabelecimento da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional. O parlamentar assumiu o compromisso de agilizar a tramitação da matéria no Senado.
Sarney lembrou seu ingresso no Jornalismo, aos 17 anos, como repórter dos Diários Associados no Maranhão, e manifestou-se favorável à causa, mas ressalvou que não é favorável "a exageros", referindo-se à preocupação do Supremo Tribunal Federal (STF) em preservar a liberdade de expressão. Os representantes da categoria esclareceram que a posição da categoria é flagrantemente a favor "da livre manifestação da opinião na imprensa". A figura do colaborador, do especialista que escreve sobre a área de seu conhecimento, é permitida pela regulamentação da profissão, explicaram.
Com informações da Fenaj


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