22 de outubro de 2010
Jornais oferecem reajuste de 5,5% para os jornalistas de impresso
Em negociação realizada na manhã desta sexta-feira (22), o Sindicato da Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Estado do Ceará (Sindjornais) acatou a proposta de 5,5% de reajuste no piso salarial dos jornalistas empregados em jornais e revistas do Estado. A proposta, defendida pela auditora do Trabalho Jeritza Jucá, mediadora das negociações, representa um ganho real de 1,16%. Para salários acima do piso e demais cláusulas econômicas - segundo e reportagem especial -, o reajuste oferecido foi de 5%, contra uma inflação de 4,29%.
As empresas também aceitaram incluir na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos jornalistas de impresso uma nova cláusula que assegura a presença do sindicato nos locais de trabalho para a realização de campanhas de sindicalização. Reivindicação antiga do Sindjorce, a nova a cláusula permite a presença, durante três dias úteis, de dirigentes sindicais ou seus prepostos em todos os jornais e revistas do Estado.
Negociações sobre novas cláusulas continuam
As demais cláusulas reivindicadas pelos jornalistas - vale-alimentação, cursos de capacitação e a criação de comissões de saúde nas redações -, continuarão sendo negociadas em reunião entre trabalhadores e patrões. A primeira reunião ocorrerá dia 27 próximo, às 9 horas, na sede do Sindjorce. A segunda reunião ocorrerá no dia 3 de outubro, também às 9h na sede do Sindjornais.
"Não é a proposta ideal, mas foi o consenso possível de ser construído. A decisão agora é da categoria, que será convocada para deliberar sobre o fechamento do acordo em assembleia geral", avaliou o presidente do Sindjorce, Claylson Martins. Na manhã da próxima segunda-feira (25), a diretoria executiva do sindicato definirá a data da assembleia e preparará sua convocatória.
Desempenho "brilhante"
Autora da proposta aceita pelo patronato, a mediadora Jeritza Jucá, representante da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), elogiou a atuação das comissões laboral e patronal pelo "brilhante" desempenho. Segundo ela, a condução e evolução das negociações da Campanha Salarial 2010/2011 demonstraram "o alto amadurecimento entre as partes".


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