21 de julho de 2009
Jornalistas discutem Conferência de Comunicação
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) realizou de 18 a 20 de julho últimos, em São Paulo, um seminário de preparação para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) que ocorrerá em dezembro deste ano. O Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) esteve presente ao evento, representado pela presidente, Déborah Lima, a secretária-geral, Cristiane Bonfim e o diretor Claylson Martins.
Foram apresentados vários painéis aos 25 sindicatos presentes à reunião. Entre os principais pontos aprovados está a construção de um nova Lei de Imprensa que garanta a verdadeira liberdade de imprensa e, sobretudo, a liberdade de expressão. Segundo José Carlos Torves, do Departamento de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da Fenaj, a grande imprensa joga pesado para confundir a opinião pública, dizendo que a criação de qualquer mecanismo de controle representa uma volta à censura. Os jornalistas presentes ao encontro defenderam a criação do Conselho Federal dos Jornalistas (CFJ); Conselho de Comunicação Social, englobando os profissionais da área e representantes da sociedade civil; a regulamentação do jornalismo; e regras mais transparentes a serem seguidas pelos donos dos meios de comunicação.
Para Torves, será preciso explicar à sociedade que jornalista não é o dono do jornal e somente os Códigos Civil e Penal não são suficientes para garantir mecanismos como o direito de resposta. Para ele, a sociedade precisa também ter armas para se defender de falsas acusações que podem ser feitas por alguns veículos de comunicação.
O vice-presidente da Fenaj, Celso Schroeder, também pediu maior engajamento para a democratização dos meios de comunicação no país. Segundo ele, é importante a participação dos sindicatos nas Comissões Pró-conferência em todos os estados. Para ele, a 1ª Confecom será um espaço ímpar para reivindicarmos a defesa do diploma e mudanças profundas no modelo atual de comunicações no país. Ele acredita que a partir da 1ª Confecom, novos encontros se farão necessários e, neste momento, é importante a adesão de vários aliados na luta pela democratização da comunicação. Também foi feita uma ampla discussão dos limites entre o que é social e o que é público, em relação aos canais de rádio e TV; regulação de conteúdos, digitalização (TV Digital), políticas públicas e fundos de financiamento.
Um relatório completo sobre todas as teses discutidas e aprovadas no seminário dos sindicatos de jornalistas do Brasil deve estar pronto em até 15 dias, segundo o presidente da Fenaj, Sérgio Murilo.




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