30 de outubro de 2010
Jornalistas do CE aprovam reajuste de 5,55% no piso
Em assembleia realizada nesta sexta-feira (29/10), na sede do Sindicato dos Jornalistas (Sindjorce), os profissionais empregados em jornais, revistas e assessorias de imprensa no Estado aprovaram proposta de 5,55% de reajuste para o piso, retroativo a 1º de setembro. O percentual supera o índice da inflação dos 12 meses que antecedem a data-base de impresso (4,29%), representando ganho real de 1,16%. Com isto, o piso unificado da categoria (redator, noticiarista, repórter, arquivista-pesquisador, revisor, ilustrador, repórter-fotográfico e diagramador) passa a R$ 1.364,12. Para os salários acima do piso e demais cláusulas econômicas (seguro e reportagem especial), o reajuste foi de 5%.
Além do ganho real, os jornalistas do Ceará também conquistaram a manutenção de todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Também será incluída na CCT dos jornalistas de impresso uma cláusula que assegura a presença do sindicato nos locais de trabalho para a realização de campanhas de sindicalização. A nova a cláusula permite a presença, durante três dias úteis, de dirigentes sindicais ou seus prepostos em todos os jornais e revistas do Estado.
Os profissionais do Estado asseguraram ainda a criação de uma comissão paritária, composta por representantes dos trabalhadores e dos patrões, para continuar as negociações em torno de novas cláusulas reivindicadas pela categoria, como vale refeição diário no valor de R$ 10,00, comissão de saúde para acompanhar as condições de trabalho nas redações e o oferecimento de cursos de capacitação aos trabalhadores.
Para o presidente do Sindjorce, Claylson Martins, ao chegar à proposta sugerida pela mediadora da Superintedência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), a auditora Jeritza Jucá, os representantes de patrões e empregados mostraram maturidade nas negociações. "As empresas jornalísticas passam a entender, ainda que de forma lenta, a cultura do ganho real para o jornalista, pois o aumento no poder de compra dos salários não é positivo apenas para os trabalhadores, mas para o aquecimento de toda a economia e, consequentemente, para os jornais e revistas que sobrevivem da venda de anúncios".


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