10 de fevereiro de 2011
Jornalistas reivindicam reajuste e rechaçam banco de horas no segundo desfile do Matou a Pau...ta!
Num protesto pra lá de bem humorado, os jornalistas do Ceará aproveitaram o segundo desfile do bloco de pré-Carnaval Matou a Pau...ta!, realizado dia 5 de fevereiro, para dar um recado aos donos de rádios e televisões do Estado: "Patrão, cadê o reajuste dos jornalistas?", questionavam os cartazes coloridos que tomaram conta da rua Floriano Peixoto, por onde passou o cortejo. "Que bloco é esse?", perguntavam os transeuntes. "É o bloco da liseira", respondiam os jornalistas, que reivindicam um reajuste de 13%, mas as empresas só oferecem 6,47%, menos da metade do percentual reivindicado.
Os profissionais também debocharam da proposta dos veículos de instituir um banco de horas na convenção coletiva de trabalho dos jornalistas de mídia eletrônica: "Banco de horas? Eu não, quero não, posso não... Patrão eu quero, patrão eu quero, patrão eu quero hora extra!... Onde está o reajuste dos jornalistas? O patrão comeu e ninguém viu!...", cantavam os foliões.
"Pode parecer brincadeira, mas o protesto aqui é sério", afirmou a secretária-geral do Sindjorce, Samira de Castro, que comandou a "comissão de frente" do bloco, acompanhada do presidente da entidade, Claylson Martins, da editora do bloco 2011, Carla Soraya, e do "porta-estandarte" Mauro Costa, editor do bloco em 2010.
"Os cartazes com as frases de protestos foram disputados à unha pelos foliões. Não deu pra quem quis", comemorou o presidente do Sindjorce. "E os patrões podem aguardar mais surpresas no terceiro desfile do bloco, marcado para o próximo sábado (12)", completou Claylson.
Os jornalistas de mídia eletrônica, com data-base em 1º de janeiro, enfrentam uma dura campanha salarial. Além de não aceitarem nenhuma das reivindicações do segmento, os donos de rádios e televisões do Estado tentaram, sem sucesso, oficializar a substituição do pagamento de horas extras por folgas e ainda ameaçaram entrar com dissídio coletivo na Justiça, caso os jornalistas não aceitem a imposição.
"Não aceitaremos nenhuma chantagem patronal. Continuaremos nossos protestos para mostrar à sociedade cearense a intransigência dos veículos de comunicação na mesa de negociação da campanha salarial 2011", enfatizou a diretora de Finanças, Déborah Lima.
Serviço: As camisas do bloco podem ser adquiridas na sede do Sindjorce (Rua Joaquim Sá, 545, Dionísio Torres) ou na concentração, a partir das 17 horas, no Centro Cultural do Banco do Nordeste (Rua Floriano Peixoto, 941). Os abadas custam R$ 25,00 e dão direito à cerveja gratuita durante todos os desfiles do bloco, marcados para os sábados 12, 19 e 26 de fevereiro.


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