8 de novembro de 2011
Patrões insistem na proposta de aumento zero para jornalistas de impresso
Mais frustração na quarta rodada de negociação da Campanha Salarial 2011/2012 dos jornalistas empregados em jornais e revistas. Numa clara demonstração de intransigência, os prepostos patronais continuam oferecendo apenas a inflação (7,39%) para reajuste dos salários e demais cláusulas econômicas, além de negar todos os demais pleitos, como o Vale Refeição/Alimentação. O mais grave é que as empresas querem demitir em pleno processo de negociação, não aceitando a redação proposta para a cláusula da Estabilidade, que esteve em vigor na Convenção Coletiva 2010/2011.
"É preciso negociar em patamares de razoabilidade. Nenhuma categoria profissional hoje no Brasil tem como parâmetro de reajuste salarial apenas a inflação", afirma a presidente em exercício do Sindjorce, Samira de Castro, enfatizando que os jornalistas não reivindicam recompsição, mas aumento real no poder aquisitivo dos salários. "Não há argumentos plausíveis para as empresas negarem um aumento salarial à categoria, tendo em vista que os jornais estão recebendo investimentos em infraestrutura e lançando novos produtos no mercado", completa.
Demissões em plena campanha salarial
A demissão imotivada de profissionais em plena Campanha Salarial de Impresso foi alvo de moção de repúdio aprovada por unanimidade no XVIII Encontro Nacional dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação (ENJAC), realizado em Natal (RN). Na ocasião, o Sindjorce denunciou a dispensa de jornalistas sem justa causa, o que prejudica o diálogo na mesa de negociação.
A fim de garantir a continuidade do diálogo, a comissão de negociação do Sindjorce aceitou a redação anterior da cláusula de Saúde do Jornalista - que estabelece a criação de comissão paritária para avaliar problemas ocasionados no exercício da profissão. "Esta é a segunda cláusula que abrimos mão, em nome do bom andamento das negociações. Agora, está na hora de as empresas cederem e levarem em conta cláusulas que trazem estímulo à formação profissional,como a de Gratificação por Qualidficação", argumenta.
Próxima negociação é sexta-feira
A nova rodada de negociação está marcada para a próxima sexta-feira (11/11), às 8h30, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/CE). Na última rodada, os prepostos das empresas ficaram de avaliar o impacto financeiro na folha dos jornais da Gratificação por Qualificação. "Eu vou me manifestar favorável a esta cláusula porque é ensino, tem repercussão no produto final", disse o presidente do sindicato patronal, Mauro Sales.



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