13 de dezembro de 2010
PEC do diploma: dos 81 senadores, 16 ainda não declararam voto
Às vésperas da votação da PEC 33/09 no Senado, os jornalistas brasileiros ainda têm dúvidas sobre o voto de pelo menos 16 dos 81 senadores que se posicionarão, no plenário da Casa, sobre o restabelecimento do diploma de nível superior em Jornalismo como critério de acesso à profissão. A votação está prevista para esta terça-feira (14/12).No campeonato da indecisão, a bancada do DEM mantém a liderança, com pelo menos seis senadores indecisos, seguida do PSDB, com três, e do PMDB, com dois. Já o PT, PDT, PRB, PR e PV estão empatados em quarto lugar, com um senador indeciso em cada partido. Apenas nas bancadas do PTB e do PSB, legenda do autor da PEC, Antônio Carlos Valadares (PSB/SE), nenhum senador tem dúvida sobre como votar. Dos seis parlamentares do PTB, apenas Fernando Collor de Mello se posicionou contra. No PSB, o senador Renato Casa Grande (PSB/ES), integrante da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apoia a proposta do colega de partido desde que começou a tramitar, após a derrubada da obrigatoriedade do diploma pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 17 junho de 2009.
"Os jornalistas devem pressionar os senadores indecisos de seus estados e pedir aos favoráveis para que compareçam na terça-feira ao Senado e garantam o quórum de pelo menos 65 parlamentares presentes", afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Celso Schröder.
Entre os indecisos, estão à senadora Marina Silva (PV/AC), o petista Augusto Botelho (RR), os peemedebistas Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ), os democratas Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT), os tucanos João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP), o pedetista Acir Gurgacz (PDT/RO), e os republicanos Magno Malta (PR/ES) e Roberto Cavalcante (PRB/PB).
A PEC do diploma foi aprovada na CCJ do Senado no dia 3 de dezembro de 2009, por 22 votos a dois. Apenas os senadores Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM/BA) e Demóstenes Torres (DEM/GO) votaram contra. Para ser aprovada em Plenário, a PEC precisa de 49 votos.
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BANCADAS E SEUS LÍDERES
PMDB - 1ª bancada/18 votos - Líder Renan Calheiros
Votos em dúvida (02) - Almeida Lima (PMDB/SE) e Regis Fichtner (PMDB/RJ)
DEM - 2ª bancada/15 votos - Líder José Agripino
Votos em dúvida (06) - Maria do Carmo Alves (DEM/SE), Efraim Moraes (DEM/PB), Heráclito Fortes (DEM/PI), Alfredo Cotait (DEM/SP), Jayme Campos (DEM/MT) e Gilberto Goellner (DEM/MT).
PSDB - 3ª bancada/14 votos - Líder Arthur Virgílio
Votos em dúvida (03) - João Tenório (PSDB/AL), Mário Couto (PSDB/PA) e Papaléo Paes (PSDB/AP)
PT - 4ª bancada/09 votos - Líder Aloísio Mercadante
Votos em dúvida (01) - Augusto Botelho (PT/RR)
PTB - 5ª bancada/06 votos - Líder Gim Argello
Nenhum voto em dúvida na bancada
PDT - 5ª bancada/06 votos - Líder Osmar Dias
Voto em dúvida (01) - Acir Gurgacz (PDT/RO)
PR - 6ª bancada/04 votos - Líder João Ribeiro
Voto em dúvida (01) - Magno Malta (PR/ES)
PSB - 7ª bancada/02 votos - Líder Antº Carlos Valadares
Nenhum voto em dúvida na bancada
PRB - 7ª bancada/02 votos - Líder Marcelo Crivella
Voto em dúvida (01) - Roberto Cavalcante (PRB/PB)
PCdoB (Líder Inácio Arruda), PSOL (Líder José Nery), PV (Líder Marina Silva), PSC (Líder Mão Santa) e PP (líder Francisco Dorneles) - bancadas individuais/05 votos
Voto em dúvida (01) - Marina Silva (PV/AC)


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