4 de março de 2011
Presidente do Sindjorce participa de curso de formação sindical na Venezuela
Discutir novas formas de atuação dos sindicatos e seus diretores em defesa da categoria. Este foi o principal enfoque da nova etapa do Programa de Formação e Modernização de Estruturas Sindicais (FORMES) realizado em Caracas, de 23 a 26 de fevereiro, pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), em parceria com a Federação dos Jornalistas da América Latina e Caribe (FEPALC). O presidente do Sindjorce, Claylson Martins, e o diretor do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, Douglas Dantas, representaram o movimento sindical dos jornalistas brasileiros no curso, que contou com a participação de sindicalistas de 14 países.
A abertura foi feita pelo vice-presidente da FIJ, Gustavo Granero. Segundo ele, para melhorar a valorização profissional e reverter os diversos problemas, entre eles a baixa remuneração, violência e censura, é fundamental a união da categoria. Ele destacou ainda a importância de programas de formação para a América Latina. "Necessitamos aumentar a nossa atuação na América Latina e aumentar o número de programas, não apenas um", destaca.
Durante quatro dias, 40 jornalistas de toda a América Latina participaram de palestras e oficinas, discutiram os problemas e apresentaram sugestões para a melhoria das condições de trabalho dos jornalistas. Para o presidente do Sindjorce, a troca de experiências entre jornalistas de vários países é fundamental na construção de uma luta conjunta em defesa da categoria. "São realidades distintas em cada país, mas a luta por melhores condições de trabalho e salários é a mesma", destaca. Os dirigentes brasileiros apresentaram um relato de como é o movimento sindical no Brasil, com destaque para a atuação da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e dos 31 sindicatos filiados.
Doutor em Direito Trabalhista pela Universidade de Buenos Aires, Hugo Fernandez destacou que os Sindicatos e Federações de Jornalistas precisam atuar sempre em conjunto com os demais atores sociais. "É preciso uma articulação política, formações sindicais e representações junto com outras entidades de interesses sociais que atuam com interesses coletivos". Ele relatou como funciona a legislação de cada país, a importância das negociações coletivas, o direito de greve e outras questões previstas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os outros dois palestrantes foram os professores argentinos Guido Arocco, mestre em Relações do Trabalho pela Universidade de Buenos Aires e assessor do Ministério do Trabalho, Emprego e Previdência da Argentina; e Mário Gambacorta, coordenador do Instituto de Investigações Trabalhistas e de Seguridade Social do Centro de Estudos Políticos, Econômicos, Legais e Sociais da Argentina .
Organização regional da FIJ, a FEPALC é presidida por Celso Schröder, presidente da FENAJ. Para ele, há uma grande expectativa dos sindicatos da América Latina com relação aos cursos, fundamentais para a formação dos dirigentes. "Os cursos existem para ajudarmos a desenhar estratégias de luta sindical e consolidar a formação de novos quadros".
O FORMES passou por uma atualização na antiga metodologia e incorpora as recomendações do Informe elaborado em 2010 pela vice-presidente da FEPALC, a colombiana Glemis Mogollon, e do delegado da entidade para a coordenação do curso de formação, o uruguaio Luís Curbelo.


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