4 de julho de 2011
Projeto do IJC para formação de profissionais de Comunicação é aprovado pela Brazil Foundation
O projeto Camutuê, do Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), que conta com o apoio do Sindicato dos Jornalistas Porfissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), foi selecionado pelo edital do Plano de Ação Conjunto Brasil - Estados Unidos para a Promoção da Igualdade Racial e Étnica – JAPER, fruto da parceria da Brazil Foundation com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A ONG cearense, coordenada pelo jornalista Rafael Mesquita, responsável pelo Departamento de Juventude do Sindjorce, galgou o primeiro lugar na seleção, entre os 12 projetos escolhidos.
A proposta do projeto aprovado é contribuir para a promoção da história e cultura afro-brasileira e africana, práticas antirracistas e direitos humanos junto a profissionais da comunicação, para que estes possam incorporar a dimensão étnico-racial na sua formação profissional. O Camutuê – uma das definições para cabeça e comunicação em Iorubá – quer trazer para a comunicação os avanços que a Lei n.º 10.639/2003 trouxe para a educação, que determina a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.
O JAPER é um Plano de Ação Conjunta entre Brasil e Estados Unidos, assinado por ambos os países em março de 2008, para a Promoção da Igualdade Racial e Étnica no Brasil. O Edital para o Programa de Pequenas Doações do JAPER foi lançado oficialmente em novembro de 2010, apresentando três linhas de apoio: Educação voltada à promoção da igualdade racial; Acesso à justiça e Promoção da equidade étnica e racial na mídia.
A previsão para o início do projeto é agosto de 2011. Segundo o coordenador de Gestão do IJC, a formação proposta contribuirá para uma reparação histórica, pois a mídia brasileira, quando não incorre na negação, sub-representa o negro no Brasil.
“Pretendemos trabalhar a dissolução do racismo velado e promover nos meios de comunicação, por meio da formação oferecida aos profissionais da área, a diversidade etnico-racial. Queremos, como prevê a Constituição, no artigo da Comunicação Social, representar a diversidade que forma a nossa população, discutindo especialmente a promoção da história e a cultura afro-brasileira e africana, além do estímulo às ações afirmativas nos produtos comunicacionais”, afirma Rafael Mesquita.
Com informações da ASCOM/IJC



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