15 de fevereiro de 2011
Protestos no Matou a Pau..ta! repercutem na mesa de negociação salarial
Surtiram efeito os protestos realizados pelos jornalistas no Matou a Pau...ta! contra'a proposta de reajuste de 6,47% feita pelas empresas de rádio e TV do Ceará. Depois de desmarcar a quarta rodada de negociação da campanha salarial 2011, agendada para o dia 1º de fevereiro, os veículos aceitaram voltar à mesa de negociação no dia 24. As manifestações de insatisfação da categoria contaram com o apoio da sociedade e com as presenças do deputado federal Chico Lopes (PCdoB), do deputado estadual Francisco Pinheiro (PT) e do presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Acrísio Sena (PT), ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que participaram do terceiro desfile do bloco.
Os protestos começaram no segundo desfile do bloco de pré-Carnaval dos jornalistas, no dia 5, e prosseguiram no terceiro dia do cortejo, no último sábado (12). Os cartazes, empunhados pelos foliões no segundo desfile, evoluíram para pirulitos com frases de protesto contra os baixos salários, o não pagamento de horas extras e a imposição de bancos de horas ilegais. Tudo com muito bom humor. “Patrão eu quero, patrão eu quero, patrão eu quero hora extra!”, “Onde está o reajuste dos jornalistas? O patrão comeu e ninguém viu!", “Banco de horas? Eu não, quero não, posso não...”
O bloco mais politizado do planeta
Para identificar “o bloco mais politizado do planeta”, a comissão de frente estendeu uma faixa colorida grafitada onde se lia: “Bloco da Liseira – cadê o reajuste dos jornalistas?”. A reação foi imediata. Pessoas ligadas ao patronato acharam o protesto um “absurdo”. Por outro lado, a bem-humorada manifestação recebeu total apoio da população que acompanhava o cortejo na imediações da Praça do Ferreira, no bloco Concentra Mas Não Sai.
“O objetivo de denunciar à sociedade a realidade salarial dos jornalistas e expor a intransigência do sindicato patronal de rádio e TV foi alcançado: os patrões voltarão à mesa de negociação no dia 24”, avaliou a secretária-geral do Sindjorce, Samira de Castro, eleita editora do bloco em 2009. Para ela, não há vergonha em manifestar indignação com os baixos salários da categoria. "Um plantão de um médico custa R$ 1.200, quase o valor do piso de jornalista de impresso. A sociedade precisa saber que os jornais, as rádios e emissoras de tv pagam mal seus profissionais", disse.
Os desfiles da Associação Carnavalesca, Recreativa, Etílico-Cultural e Política Matou a Pau...ta! ocorrerão nos próximos sábados 19 e 26 de fevereiro. Portanto, vá logo ensaindo a marchinha oficial do bloco:
“Quem não se comunica se trumbica, venha pro bloco dos jornalistas... Jornal e TV, rádio e revista, venha pro bloco dos jornalistas... Pessoal de assessoria que não é ascensorista, venha pro bloco dos jornalistas... Tem a turma da Chefia e tem sindicalista, venha pro bloco dos jornalistas... Maaaaaaaaaaatou a pauta, quase me lasco na redação... Não fique aí parado, venha pra cá alegrar seu coração”.
Serviço: As camisas do bloco podem ser adquiridas na sede do Sindjorce (Rua Joaquim Sá, 545, Dionísio Torres) ou na concentração, a partir das 17 horas, no Centro Cultural do Banco do Nordeste (Rua Floriano Peixoto, 941). Os abadás custam R$ 25,00 e dão direito à cerveja gratuita durante os desfiles do bloco.































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