30 de outubro de 2010
Reunião da comissão paritária adiada para o dia 4 de novembro
Começou mal a tentativa de estabelecer, dentro da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos jornalistas de impresso, comissões paritárias para discutir cláusulas sociais, como saúde do trabalhador, vale refeição e cursos de capacitação. A primeira reunião da comissão de saúde, marcada para a última quarta-feira (27/10), às 9h, na sede do Sindicado dos Jornalistas (Sindjorce), foi adiada para a próxima quinta-feira (4/11), pelo presidente do Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas (Sindjornais), Mauro Sales.O representante laboral alegou que tinha um compromisso profissional no mesmo horário, embora o primeiro encontro estivesse agendado desde a sexta-feira, dia 22/10, quando foi realizada a última rodada de negociação da Campanha Salarial de Impresso 2010/2011, na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), na presença da auditora do Trabalho, Jeritza Jucá. A mediadora vinha alertando para a necessidade de compromisso entre as partes, a fim de que as comissões paritárias realmente funcionassem.
A formação da comissão paritária de saúde, composta por três membros titulares do sindicato laboral e três do sindicato patronal, é uma das cláusulas pleiteadas pelo Sindjorce nesta campanha salarial, inclusive já aceita pelo patronato. A ideia é fazer conjuntamente um diagnóstico e estabelecer soluções para garantir melhores condições de saúde aos jornalistas no exercício da profissão.
Pesquisa feita pelo Sindjorce nas redações de O Povo, Diário do Nordeste e O Estado, durante a Campanha Salarial, mostrou que 61,39% dos trabalhadores que responderam o questionário apresentam problemas de saúde. Dores nas costas, pescoço e articulações lideram o ranking. Logo depois, surge estresse, ansiedade, problemas de visão, dores nos braços, pernas e articulações, dores de cabeça, depressão e palpitações.


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