13 de maio de 2010
Sindicato condena demissão de jornalista que criticou a Veja pelo Twitter
Milanez foi demitido da revista após criticar, em seu Twitter, a matéria "A farsa da nação indígena", publicada pela Veja. "Ele apenas expressou sua opinião pessoal sobre uma reportagem de conhecimento público, fato corriqueiro na vida de jornalistas", contesta o sindicato.
"O Sindicato dos Jornalistas protesta contra essa demissão arbitrária e mantém sua luta pela verdadeira liberdade de expressão para os jornalistas e para todos os brasileiros", diz a nota.
O sindicato critica ainda a postura da Abril em relação à matéria "A farsa da Antropologia oportunista", também publicada pela Veja, que teve duas entrevistas forjadas. "O surpreendente é a resposta da direção de redação de Veja que admite que forjou a declaração e trata isso como procedimento habitual no jornalismo. Informando que consultou artigos de Castro, a direção da revista afirma: 'A frase publicada por Veja espelha opinião escrita mais de uma vez em seu texto'. O verbo 'espelha' é a confissão: a direção de Veja inventou uma frase 'espelhada' em sua interpretação do pensamento do antropólogo e a colocou, entre aspas, atribuindo-a a (Eduardo Viveiros de) Castro".
"A maneira leviana e antiética como a revista Veja aborda o caso deixa patente a questão da impunidade. A editora Abril sente-se proprietária não apenas do direito de expressão, mas da própria consciência alheia, chegando a afirmar a um antropólogo que, mesmo que ele não tenha dito uma frase, a frase é dele, porque a revista assim o quer! Em contraposição, quando um jornalista usa o twitter para, ele sim, exercer sua liberdade de expressão, a direção da empresa responde com a violência da demissão e deixa claro o regime ditatorial que, de fato, coloca em prática", critica o sindicato.
Do portal Comunique-se


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