18 de novembro de 2011
Sindjorce e FENAJ prestigiam lançamento da Campanha Salarial da FETAMCE
Cresce o apoio social à luta dos jornalistas do Ceará pela conquista do vale-alimentação. No dia 16, o abaixo assinado que reivindica a concessão do vale pelos jornais da Capital, Região Metropolitana e Interior ganhou novas adesões de peso. Subscreveram o documento o deputado federal Artur Bruno (PT), a deputada estadual Raquel Marques (PT), o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Ceará (CUT/CE), Jerônimo do Nascimento, além de representantes do Dieese, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE) e de diversas entidades sindicais que participaram do lançamento da Campanha Salarial 2012 da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Ceará (FETAMCE).
A audiência pública, que lotou o Complexo das Comissões da Assembleia Legislativa do Estado, foi prestigiada por dirigentes do Sindjorce e da FENAJ. Eles prestaram solidariedade à luta dos servidores municipais, que denunciaram o descumprimento do salário mínimo por diversas prefeituras do Estado, perseguição a dirigentes sindicais e práticas nocivas à organização dos trabalhadores. Os servidores também apresentaram à sociedade os eixos gerais da Campanha Salarial 2012 da categoria, que mantém atualmente mais de 130 sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A presidente em exercício do Sindjorce, Samira de Castro, aproveitou a audiência pública para expor à sociedade cearense as reivindicações dor jornalistas de impresso. Com data-base em 1º de setembro de 2011, os trabalhadores estão há cinco rodadas de negociação aguardando uma proposta decente dos patrões. "As empresas oferecem correção salarial de 7,39%, ou seja, apenas a inflação do período, ao passo em que a categoria reivindica 13% de reajuste com ganho real. É o não pelo não, sem argumento", disse.
Samira de Castro destacou, ainda, que a desculpa de crise financeira não condiz com a realidade, pois os jornais estão fazendo investimentos em infraestrutura e lançando novos produtos editoriais como revistas e cadernos especiais. "As edições de domingo dos dois maiores jornais do Estado estão abarrotadas de anúncios. Se a economia nordestina cresce acima da média, isto se reflete em publicidade. Está na hora de dividir o bolo com os trabalhadores".


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