15 de outubro de 2009
Sindjorce e FNDC convocam jornalistas do Ceará a participarem da Conferência Municipal de Comunicação
Com mais de 300 inscritos, a 1ª Conferência de Comunicação do Município de Fortaleza tem início nessa sexta-feira (16) na Faculdade Marista. A concentração da mídia, a criação de mecanismos de controle público do setor, a qualidade da programação veiculada pela mídia e as concessões de rádios e TVs são alguns dos temas que vão pautar o evento. A Conferência se encerra no sábado (17). O debate local antecede as etapas estadual e nacional do processo, que é um marco na construção de políticas públicas de comunicação. O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e o Comitê Cearense pela Democratização da Comunicação (FNDC), que participam desde o princípio do processo de mobilização no Ceará em prol da Conferência, integram a Comissão Organizadora do evento.
"É importante ressaltar que a Conferência de Comunicação não é exclusiva para iniciados e, para os profissionais da área, pensar a comunicação para além da rotina é fundamental", ressalta Joana Dutra, coordenadora do Núcleo de Comunicação Popular do Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca) Che Guevara.
Para Joana, essa é a oportunidade de discutir e propor ações de comunicação para além da atual gestão e de capacitar os cidadãos de Fortaleza para serem delegados nas etapas seguintes, nos níveis estadual e federal da Conferência. Segundo a Prefeitura, as inscrições ainda serão aceitas até o limite de 400 participantes.
Histórico
No final da década de 70 surgiram as primeiras propostas de organização de um movimento nacional de luta pela democratização da comunicação. Em abril de 1991, foi criado o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), fundado pelo jornalista Daniel Herz e então representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O Fórum deflagrou um processo de reconstituição das premissas da luta pela democratização desse setor no Brasil.
Em 1994, o FNDC elaborou um documento para servir como referência na interlocução junto ao Estado, aos partidos políticos e à sociedade civil. "A luta pela democratização da comunicação passou a ser encarada como um esforço que deve ser permanente, como uma atitude a ser despertada nos cidadãos, estimulada na sociedade, compreendida no setor privado e impulsionada pela ação do Estado, de modo que, com esse enfoque, se tem uma única certeza: nunca teremos uma plena democratização da comunicação", diz um trecho do texto intitulado Bases de um Programa para a Democratização da Comunicação no Brasil. O documento defende que a luta pela democratização nunca se esgotará por tratar-se de uma bandeira permanente, que exige atuação efetiva, vigilância e fiscalização da sociedade.
"A realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) em 2009 é um passo fundamental na concretização das propostas que vêm sendo construídas pelos jornalistas brasileiros há quase duas décadas, mas não encerra essa luta. A categoria tem, portanto, o compromisso de manter-se atuante nesse processo em defesa do estabelecimento de políticas públicas para o setor, da criação de mecanismos de regulação e de controle social que de fato democratizem a comunicação no Brasil", afirma a presidente do Sindjorce, Déborah Lima.
Programação
Sexta-feira, 16 de outubro
16h - Solenidade de abertura
18h - Mesa redonda 1 - Garantindo o direito à comunicação: políticas públicas, marcos regulatórios e controle público.
- Adilson Cabral, professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro
- Márcia Vidal, professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ceará
- Cláudia Cardoso, diretora executiva nacional da Campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania", Rio Grande do Sul
Sábado, 17 de outubro
8h - Café da manhã
8h30 - Mesa redonda 2 - Construindo políticas locais de comunicação
- Mayrá Lima, coletivo Intervozes, Brasília
- Ana Cláudia Peres, coordenadora do núcleo de comunicação popular e alternativa da Prefeitura de Fortaleza
- Sérgio Lira, Associação Brasileira de Rádios Comunitárias, Ceará
- Fernando Carvalho, presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará
12h00 - Almoço
13h - Formação dos grupos
16h - Lanche
16h30 - Plenária de apresentação das propostas
18h30 - Informes da CO estadual
19h - Encerramento - Apresentação cultural


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