14 de fevereiro de 2011
Sindjorce e FNDC participam da eleição do Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Ceará - Sindjorce, representado pelo Coordenador do Comitê Cearense do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC, Rafael Mesquita, participou da escolha dos representantes da sociedade civil que comporão o Comitê Gestor da Internet no Brasil - CGI.br nos próximos três anos. A eleição aconteceu entre os dias 31 de janeiro e 4 de fevereiro de 2011.Mais de 220 entidades foram habilitadas para compor o Colégio Eleitoral do CGI.br, órgão público independente, que, desde 2004, tem como função regular os padrões técnicos da internet no Brasil, coordenar a atribuição de endereços e atribuir o registro de domínios.
Foram eleitos 11 membros titulares e 11 suplentes, dos quais 8 representantes são do setor empresarial, 8 do terceiro setor e 6 da comunidade científica e tecnológica. O psicólogo, pesquisador em tecnologias de telecomunicações e radiodifusão, Marcus Manhães, foi o candidato indicado pelo FNDC para compor o CGI.br entre as entidades da sociedade civil. Profundo conhecedor dos aspectos técnicos referentes ao setor e com um histórico de lutas e participação nos movimentos sociais - muitas delas em parceria com o FNDC - Manhães ficou entre os quatro representantes suplentes eleitos na faixa da Sociedade Civil.
Na lista completa de eleitos do terceiro setor estão Sérgio Amadeu da Silveira (Coletivo Digital), Veridiana Alimonti (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Carlos Alberto Afonso (Cadesc e Instituto de Estudos Socioeconômicos) e Percival Henriques de Souza Neto (Anid), como titulares. Quem acompanha Manhães na suplência é José Ricardo Negrão (CUT), Vitor Hugo das Dores Freitas (OAB) e Flávia Lefèvre Guimarães (Proteste).
Além do Sindjorce, a FENAJ, outras representações estaduais do FNDC e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul também estiveram no colégio eleitoral. A pauta da internet é entendida pelas organizações como um fenômeno de grande relevância no país, com grandes impactos, como a convergência de mídias, o comércio eletrônico, a democratização da banda larga, assim como direitos e responsabilidades de todos os atores envolvidos.
"O CGI.br é o campo privilegiado das discussões sobre a implantação, administração e uso da Internet e deve ser mais respeitado nas discussões feitas no Congresso e na administração pública, fazendo valer as garantias das liberdades e a participação dos grupos marginalizados no acesso à comunicação digital", avalia Rafael Mesquita.


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