4 de julho de 2011
Sindjorce engrossa manifestação de policiais civis, militares e demais servidores do Estado
A presidente em exercício do Sindjorce, Samira de Castro, e a diretora de Administração e Finanças da entidade, Déborah Lima, engrossaram a manifestação dos servidores públicos estaduais dos três Poderes durante a Caminhada da Insatisfação, realizada no último sábado (02). A caminhada, que percorreu o Centro de Fortaleza e encerrou com uma grande assembleia na Praça do Ferreira, denunciou a morosidade do Governo do Estado na implementação da pauta de reivindicação dos trabalhadores. Na ocasião, as dirigentes do Sindjorce também denunciaram à população a derrubada do diploma pelo STF e cobraram a obrigatoriedade de curso superior para o exercício do jornalismo no serviço público.
Empunhando faixa e distribuindo panfletos, as diretoras do Sindjorce receberam a solidariedade dos servidores, trabalhadores de outras categorias e cidadãos que transitavam no Centro. "Para quem ainda não sabia da decisão do Supremo, a reação era de espanto. Para quem sabia, o sentimento era de indignação e solidariedade", avaliou Samira de Castro. "É um absurdo isso que fizeram com os jornalistas", criticou um dos transeuntes, após a leitura da Nota à População assinada conjuntamente pelo Sindjorce e FENAJ. As entidades trabalham pela aprovação de duas PECs (33 e 386/09) no Congresso Nacional pela restituição do diploma.
Promovida pelo Fórum Unificado das Associações e Sindicatos de Servidores Públicos Estaduais do Ceará (FUASPEC), a caminhada reuniu centenas de trabalhadores e atraiu a atenção da imprensa. Segundo as mais de 40 entidades com representantes no FUASPEC, o objetivo do protesto foi denunciar o descaso do governador com os trabalhadores, que reivindicam há meses ser recebidos por Cid Gomes. Ele próprio prometeu receber o servidores em maio, mas nenhuma reunião foi agendada até hoje.
Greve na Polícia Civil
A caminhada contou com a adesão dos policiais civis e peritos, que deflagraram greve na manhã do protesto. Ao invés de poder dedicar-se à investigação, a categoria reclama ter sido transformada em "babá" de presos, comprometendo o trabalho da Polícia Civil e o atendimento à população. Diante da pressão dos trabalhadores, a promessa de lançamento de edital de concurso público voltou a ser feita pelo delegado geral Luís Carlos Dantas.
Igualmente insatisfeitos, policiais militares também marcaram presença na caminhada. De tarde, eles iniciaram o movimento "Tolerância Zero", envolvendo toda a Polícia Militar - Batalhão de Choque, Ronda do Quarteirão, Policiamento Geral Ostensivo, além de praças da PM e do Corpo de Bombeiros. Segundo a Associação da categoria, a adesão ao movimento é total.
Motoristas e cobradores em estado de greve
Ainda no mesmo dia da Caminhada, motoristas e cobradores de ônibus de Fortaleza decidiram continuar em estado de greve. A categoria reivindica 25% de reajuste e as empresas ofereceram apenas a correção da inflação (6,3%) depois de seis rodadas de negociação. Eles reivindicam ainda vale-refeição de R$ 8,50, cesta básica de R$ 85,00 e aumento do valor do plano de saúde.
Na busca de um acordo para evitar a greve, trabalhadores voltam a sentar na mesa de negociação com os patrões na próxima sexta-feira (8), na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).
Peritos, têxteis e trabalhadores da UFC também de braços cruzados
Os peritos da Perícia Forense (Pefoce) entraram em greve nesta segunda-feira (04). Trabalhadores da Universidade Federal do Ceará (SINTUFC) e operários das indústrias têxteis do Estado também já cruzaram os braços. Os têxteis, que reivindicam piso de R$ 579,00 e reajuste de 6,5%, estão realizando manifestaões diárias, nos três turnos, na Vicunha Têxtil do município de Pacajus.










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