27 de agosto de 2010
Sindjorce participa de reunião com agências da ONU sobre gênero, raça e etnia
Em paralelo ao 34º Congresso Nacional dos Jornalistas, realizado de 18 a 22 de agosto, em Porto Alegre (RS), a secretária-geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce), Samira de Castro, participou de reunião com as agências da ONU, a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ) e sindicatos de vários estados para apresentação do Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia. O Programa tem a comunicação entre suas linhas estratégicas, prevendo ações de formação de jornalistas nos temas gênero, raça e etnia, incentivo a maior cobertura da temática na grande mídia e fortalecimento das estratégias de mídia e advocacy desenvolvidas pela sociedade civil.
O Programa é coordenado por seis agências da ONU - UNIFEM (Fund o das Nações Unidas para a Mulher), UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), OIT (Organização Internacional do Trabalho) e ONU-HABITAT ( Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) -, Secretaria de Políticas para as Mulheres e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, com financiamento do Governo Espanhol através do Fundo para o Alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
Para a secretária-geral do Sindjorce, o Programa encontra cenário ideal para o desenvolvimento de ações no Ceará, tendo em vista a implantação da Universidade da Integração Luso Afro-Brasileira (Unilab), no município de Redenção, a 63 quilômetros de Fortaleza. O objetivo da nova instituição é formar recursos humanos para desenvolver a integração entre o Bra sil e os demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). "Além disso, o Estado tem na biofarmacêutica Maria da Penha, vítima emblemática da violência doméstica, um exemplo de luta pelos direitos das mulheres", lembrou.
Conforme Samira de Castro, o Programa é um importante incentivo à geração de reflexões sobre o papel social do jornalismo e os desafios para o enfrentamento ao racismo e às desigualdades de gênero. "Cria oportunidades para ampliar o debate sobre os novos caminhos para a atuação das jornalistas e dos jornalistas a serviço da sociedade brasileira. Desta forma, o Sindjorce está disposto a colaborar com as iniciativas que devem ser planejadas, como cursos de capacitação, elaboração de cartilhas e até a criação de um prêmio de jornalismo para matérias que abordem temas sobre gênero, raça e etnia", disse.


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