8 de março de 2010
Veja a matéria que foi entregue a Gilmar Mendes
Nem diploma, nem alfabetização, nem ensino fundamental ou médio. Nem maioridade, ficha corrida limpa ou coisa que o valha. Agora, o novo critério de acesso à profissão de jornalista é estar vivo, como bem definiu o professor de Jornalismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) Nonato Lima em seu programa diário na Rádio Universitária FM. Parece brincadeira,mas é sério: desde o fim do ano passado, este tem sido o "critério" que as Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) estão adotando para emitir registros profissionais de jornalista no Brasil. A decisão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) foi tomada à revelia das entidades sindicais que representam os jornalistas brasileiros, apesar de o ministro Carlos Luppi ter se comprometido com dirigentes da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e com os presidentes de sindicatos de jornalistas do país a ouvir os representantes da categoria antes de decidir os novos critérios de acesso à profissão, ou a ausência destes.
De acordo com norma interna do MTE, baseada na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar o diploma de nível superior em Jornalismo como critério de acesso à profissão, os profissionais diplomados continuam sendo registrados como "jornalista profissional" e o restante da humanidade - os sem diploma - apenas como "jornalista", ou seja, critério zero. "A norma do MTE cria a situação absurda e inaceitável de registros de menores de idade, analfabetos e, até mesmo, criminosos.
O ministro do Trabalho seguiu literalmente as posições estapafúrdias do ministro Gilmar Mendes que acha que para ser jornalista basta estar vivo", protesta o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade. Ele alerta que o MTE ainda não definiu como ficará a emissão de registros profissionais para os jornalistas de imagem - diagramadores, ilustradores, repórteres-fotográficos e cinematográficos.
A FENAJ e os sindicatos de jornalistas continuam cobrando do Ministério a realização de uma audiência com os representantes da categoria, conforme os dirigentes haviam acertado com o ministro Carlos Luppi em reunião realizada em Brasília, no mês de dezembro. "Ele assumiu o compromisso de nos ouvir previamente, rompeu o acordo e tirou férias. Seguiremos insistindo para que os jornalistas sejam ouvidos em uma nova audiência", afirma a presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce), Déborah Lima, 1ª tesoureira da FENAJ.
Veja também o texto e imagens da última manifestação feita contra Gilmar Mendes no Ceará
http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/sem-categoria/ato-fora-gilmar-reune-dezenas-de-manifestantes-em-fortaleza
http://www.sindjorce.org.br/blog/sindjorce-noticias/categoria/galeria-de-fotos/fotos-da-manifestacao-contra-gilmar-mendes


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