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26 de maio de 2009

Guálter George: diálogo, competência e paixão pelo Jornalismo

Jornalistas ressaltam a disposição para o diálogo, a competência e o amor pelo Jornalismo do editor executivo do núcleo de Conjuntura do jornal O Povo. Ele, a chefe de reportagem do Diário do Nordeste Izabel Pinheiro e o jornalista aposentado Gervásio de Paula receberão uma homenagem especial do Sindicato dos Jornalistas, na Câmara Municipal de Fortaleza, na próxima terça-feira, às 19 horas. Uma homenagem antecipada do Sindjorce está sendo feita por meio da divulgação de textos com depoimentos sobre cada um.

O editor executivo do núcleo de Conjuntura do jornal O Povo, Guálter George, será homenageado na próxima terça-feira pelo Sindicato dos Jornalistas no Ceará. Juntamente com os jornalistas Gervásio de Paula e Izabel Pinheiro, ele receberá uma comenda em reconhecimento à trajetória profissional e à postura em defesa do Jornalismo, dos jornalistas e das entidades que os representam, critérios utilizados pela diretoria do Sindjorce para a escolha dos nomes.

A homenagem ocorrerá durante sessão solene na Câmara Municipal em comemoração ao Dia do Jornalista e aos 56 anos do Sindjorce. Antes, o Sindicato está divulgando textos com depoimentos de colegas de profissão sobre os agraciados. É uma forma de homenagear já antecipadamente cada um deles.

Guálter George nasceu há 46 anos, na cidade de Iguatu, distante 380 quilômetros de Fortaleza, e veio morar na Capital aos 17 anos. Para quem curiosamente foi registrado sem sobrenome, Guálter George faz nome no Jornalismo.

Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará em 1992, em menos de duas décadas de vida profissional ele assumiu as funções de repórter, editor, secretário de redação, coordenador de comunicação, ombudsman e hoje está à frente da mais influente cobertura de política do Ceará.

Guálter George é o atual editor executivo do núcleo de Conjuntura do jornal O Povo, que reúne as principais editorias formadoras de opinião no Estado - Política, Opinião, Brasil e Mundo.

Ele começou a trabalhar no O Povo ainda como estudante. Nos primeiros seis anos de experiência no jornal, foi repórter de Política e da então editoria de Cidades. De volta ao O Povo em 2002, assumiu a editoria executiva do núcleo de Negócios, e em 2004, a função de ombudsman. Com o fim do mandato de ouvidor dos leitores, em 2005 voltou à Redação para trabalhar no núcleo de Conjuntura.

Entre uma passagem e outra pelo jornal O Povo, Guálter George trabalhou mais de um ano na extinta Tribuna do Ceará e quase dois como repórter de Política no Diário do Nordeste.

Fora do Ceará, passou seis anos no jornal O Dia, no Piauí, onde foi diretor de Redação. Pelo desempenho, recebeu a Medalha do Mérito Renascença, importante comenda concedida pelo governo piauiense. Fora das redações, em 1994 foi coordenador de Comunicação da Câmara Municipal de Fortaleza.

Embora tenha uma trajetória profissional construída no meio impresso, ele começou a aprender Jornalismo no rádio e na companhia de um amigo de infância, o atual diretor da Rádio Universitária, professor do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará, Nonato Lima. "Foi ali que Guálter deu os primeiros passos para a profissão, como bolsista, pouco depois de ter entrado no curso, já demonstrando postura ética, competência profissional e amor pelo Jornalismo", lembra Nonato, que na época era coordenador de Jornalismo da emissora.

Conterrâneos de Iguatu, pertencentes a famílias amigas, os dois sempre foram muito companheiros. "Tirando o fato de ser ele um torcedor do Fortaleza e eu, do Ceará (passávamos horas debatendo futebol no Iguatu), sempre fomos muito amigos. Hoje nos encontramos pouco por falta de tempo", diz o diretor da Rádio Universitária.

Nonato foi aluno do pai de Guálter, que era professor de Matemática e de quem recebeu as primeiras instruções também sobre Jornalismo, pois era ainda radialista e "jornalista do Interior", atuando como correspondente de jornais da Capital. "O pai dele me instruiu e eu o acompanhei", diz Nonato, que é um pouco mais velho que Guálter.

Grande disposição para o diálogo

Se não for a principal, a abertura para o diálogo é uma das mais evidentes virtudes do jornalista Guálter George. "Se eu tivesse de apontar uma característica da personalidade dele, diria que é a capacidade de diálogo", observa Plínio Bortolotti, diretor institucional do jornal O Povo.

Como diretor, ombudsman, editor ou repórter, Plínio teve e ainda tem a oportunidade de trabalhar diretamente com Guálter e diz que o diálogo permaneceu sempre no mesmo nível, embora a relação de hierarquia fosse se diferenciando. "Ele é o meu mais frequente interlocutor, pois tem uma grande capacidade de ouvir, discernir e argumentar. Por mais severa que seja a crítica feita a ele ou ao seu trabalho, a resposta é sempre dialógica, ele nunca tem uma resposta inadequada ou deselegante. E há de se ressaltar que o seu trabalho merece mais elogio do que crítica", diz Plínio, assumidamente severo nas avaliações que faz.

A disposição para o diálogo e a troca de ideias é reforçada também pelo editor adjunto do núcleo de Conjuntura, Érico Firmo. "Quando entrei no jornal O Povo, em 2004, o Guálter era ombudsman. Conheci-o como responsável por fazer a crítica dos textos do jornal - os meus, inclusive. Meses depois, ele voltou à Redação, quando passamos a trabalhar juntos diretamente. Ele como editor adjunto e eu, repórter. A seguir, assumiu a função de editor executivo e eu, a de adjunto. Em quase cinco anos de convivência - e quatro anos e meio de trabalho lado a lado - posso destacar na postura do Guálter a abertura permanente para o diálogo, a liberdade que propicia para que novas ideias sejam postas em prática e a disposição para o debate, mesmo quando discorda das posições postas, sem jamais usar a prerrogativa de chefe para fazer imposições. E não estou elogiando em função de ser o chefe, não, viu...", diz Érico.

Um apaixonado pelo Jornalismo, que diz ser "muito" satisfeito com a profissão, Guálter George não tem dúvida de que fez "a escolha certa". "O Jornalismo tem os seus percalços, mas é feito de bons momentos", afirma o homenageado.
Postado por autor: sindjorce em   Um Pouco de História.  marcador Tags  SindjorceHistóriaEntrevistas.

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comentários

06/08/10 » ANA MARIA DE OLIVEIRA SOUSA comentou:

Gualter, sou a Ana Maria coordenei o cursinho do Oliveira Paiva lembra-se? Estou feliz em acompanhar seu sucesso profissional.Gostaria muito de lhe rever para um rápido bate papo. Lembra-se da carteira de estudante que você demorou a pegar? Abraços e sucesso. Ana Maria

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