Eleições Sindjorce 2010: impasse na definição das candidaturas
Quatorze dias depois de os jornais de Fortaleza publicarem edital com a nominata das chapas que pretendem concorrer às eleições para a renovação da direção do Sindjorce, marcadas para os dias 27, 28 e 29 de julho, ainda não se sabe ao certo como será a disputa. De um lado, a Chapa 2 de oposição entrou na Justiça do Trabalho, no dia 21 de maio, para garantir a candidatura de uma associada sindicalizada no dia 12 de abril. A candidatura foi impugnada pela Comissão Eleitoral por ferir o artigo 7º do Regimento Eleitoral, que prevê no mínimo seis meses de sindicalização para o registro de candidatos.
De outro lado, a Chapa 1 de situação encaminhou à Comissão Eleitoral, no dia 31 de maio, um pedido de impugnação alegando que a chapa concorrente foi inscrita incompleta. O artigo 53 do Estatuto prevê a recusa do registro de chapas que não contenham candidatos em número suficiente. A Chapa 1 argumenta ainda que foram inscritos candidatos inadimplentes e que um deles só regularizou sua situação três dias após o vencimento do prazo oferecido pela Comissão Eleitoral, que findou em 21 de maio. O Estatuto do Sindjorce prevê que somente associados em dia com suas obrigações sindicais poderão disputar as eleições.
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Para tentar resolver o impasse, a Comissão Eleitoral reuniu-se no dia 7 de junho e decidiu convocar as duas chapas para uma reunião de entendimento, ainda sem data marcada. A Comissão Eleitoral também ofereceu um prazo de dois dias para a Chapa 2 apresentar sua defesa. O prazo vence hoje, quinta-feira, dia 10 de junho, às 17 horas. A Chapa 2 - Transformação Coletiva - encabeçada pela jornalista do Diário do Nordeste, Mozarly Almeida, ex-diretora do Sindjorce, foi inscrita no dia 18 de maio. A Chapa 1 - Sindicato de lutas, conquistas e esperança - encabeçada pelo jornalista da Rádio Verdes Mares, Claylson Martins, diretor executivo do sindicato, foi inscrita no dia 4 de maio.
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