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Ato público: deputados federais, CUT, federações e sindicatos pedem a volta do diploma












Na data em que completaram dois anos da derrubada do diploma pelo STF, parlamentares, sindicalistas, profissionais, professores e estudantes de Jornalismo realizaram um protesto na Praça da Imprensa pela aprovação das PECs 33 e 386/09 que restituem a obrigatoriedade de curso superior específico para o exercício da profissão de jornalista. A manifestação, promovida pelo Sindjorce no dia 17, foi aberta pelo vice-líder do PSDB na Câmara Federal, deputado Raimundo Gomes de Matos, que na véspera do ato apresentou requerimento pela inclusão da PEC 386 na Ordem do Dia da Casa.



"Trata-se de proposição que vem assegurar a concretização das aspirações de uma categoria profissional que congrega um expressivo número de cidadãos do nosso País, garantindo-lhes uma inserção mais adequada no mundo do trabalho, atendendo aos aspectos éticos da profisssão e determinando com clareza suas atribuições. O requerimento
apresentado abre precedência por se tratar de matéria de alta relevância e de interesse público", disse o parlamentar.


O pronunciamento foi reforçado pela fala do colega de bancada cearense, deputado federal José Airton Cirilo (PT), que prestigiou o ato pelo segundo ano consecutivo. O parlamentar cumprimentou a todos os presentes em nome da presidenta em exercício, Samira de Castro, e acrescentou saudações a todas as jornalistas guerreiras em nome de sua assessoria de imprensa, Claudia Vidal, delegada do Sindjorce junto à FENAJ.



"A rotina da Câmara é árdua e corrida, mas faremos o possível para dar celeridade a esse pleito legítimo. Como parlamentar estarei ao lado dessa causa e me empenharei nessa luta para votar a favor da retomada da obrigatoriedade do diploma. Contem sempre com meu apoio", declarou. José Airton é ferrenho apoiador da PEC 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT/RS). O deputado também fez um PL sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista, passando posteriormente a apoiar o PL do deputado gaúcho. De acordo com o petista, o jornalista exerce uma das profissões com mais responsabilidade junto à sociedade e a opinião pública, sendo assim necessária qualificação para exercer a responsabilidade da informação. Esse foi um dos temas do parlamentar em seu programa e seus pronunciamentos na Câmara dos Deputados.


Erro "absolutamente inaceitável"


A jornalista Fátima Guimarães, assessora do deputado federal João Ananias (PCdoB), também levou a solidariedade do parlamentar à luta dos jornalistas. Classificando a decisão do STF de “absolutamente inaceitável”, Ananias ocupou a tribuna da Câmara Federal no dia 16 para defender que o Legislativo devolva o diploma aos jornalistas brasileiros.



“Entendo, senhores deputados, que precisamos imediatamente reparar esse gigantesco equívoco. O STF não pode concorrer com o Congresso Nacional, que constitucionalmente é a única instância para legislar”, discursou o deputado. O mandato da vereadora Eliana Gomes (PCdoB) também esteve representado no ato pelas jornalistas Ivna Carla e Carol Bedê.




A presidente em exercício do Sindjorce, Samira de Castro, destacou que a luta pela restituição do diploma como critério de acesso à profissão passa também pela melhoria da qualidade do ensino superior do Jornalismo. "Não queremos cursos meramente técnicos. É preciso que o jornalista tenha contato com disciplinas como Filosofia, Sociologia, Ciência Política, garantindo-lhe uma formação do ponto de vista teórico, ético e técnico".



Faixas de protesto e pirulitos gigantes

Professores de Jornalismo, como Klycia Fontenele da UFC e da FAC, estudantes, como Danilo Castro da UFC, e sindicalistas, como o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, Márcio Rodrigues, reforçaram o protesto erguendo faixas em defesa da profissão de jornalista. “Fora Gilmar!”, pedia uma das faixas, acompanhada de pirulitos gigantes com a imagem do então presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, de chapéu de cozinheiro e cara de palhaço.



Dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Federação dos Trabalhadores em Comércio e Serviço do Ceará (FETRACE), da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e dos sindicatos dos servidores federais (SINTSEF), estaduais (MOVA-SE), trabalhadores em processamento de dados (SINDPD), correios (SINTECT), vigilantes de carros fortes (SINDVALORES) e bancários (SEEB) também apoiaram o ato dos jornalistas.



Panfletagem no cruzamento da imprensa

Ao final do ato público, os manifestantes ocuparam o cruzamento das Avenidas Antônio Sales e Desembargador Moreira para distribuir panfletos informativos e pedir o apoio da sociedade cearense à aprovação das PECs dos jornalistas. Vários motoristas, entre eles jornalistas que se dirigiam para o trabalho, como a oficiala do UNICEF Ana Márcia Diógenes, apoiaram o protesto.



“Estamos aqui panfletando, defendendo os interesses da nossa categoria e dialogando com a sociedade cearense. A diretoria do Sindjorce honra seu mantando trabalhando em prol da causa máxima dos jornalistas brasileiros atualmente: a aprovação das PECs do diploma”, declarou a presidente em exercício, Samira de Castro.



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