Morre o terceiro funcionário do Grupo Cidade de Comunicação por coronavírus. Sindjorce cobra responsabilidade coletiva

Ao tomar conhecimento da morte de mais um profissional do Grupo Cidade de Comunicação, ocorrida nesse domingo (14/03), o Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce) procurou novamente as autoridades competentes para denunciar a situação de descaso com as vidas dos trabalhadores e de seus familiares. Trata-se de um crime de responsabilidade coletiva.

Já são três óbitos de profissionais da mídia no Grupo Cidade de Comunicação, entre fevereiro e março deste ano: Iraguassu Teixeira, de 80 anos, que atuou durante 20 anos, como apresentador da Rádio Cidade AM 860, no programa Vida, Saúde e Política, falecido em 22/02; o radialista Pedro Hallan, de 28 anos, atuava na área técnica das rádios Jovem Pan Fortaleza e Cidade AM, falecido no dia 8/03; e o radialista Flávio Moreira, 72 anos, que atuava nos noticiários de hora em hora na Rádio Cidade AM 820, falecido nesse domingo (14/03).

O Sindjorce vem recebendo denúncias, há pelo menos duas semanas, de que a empresa não cumpre as regras sanitárias mais básicas, como distanciamento, desinfecção dos ambientes e afastamento das pessoas com suspeita de Covid-19.

No dia 9 de março, o Sindjorce oficiou a Secretatia da Saúde do Estado (SESA), a Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS), a Agência de Fiscalização do Município de Fortaleza (Agefis) e o Ministério Público do Trabalho (MPT-CE). Todos os órgãos, portanto, estão cientes da tragédia humanitária que se abate sobre os profissionais da mídia empregados no Grupo Cidade.

“Também nos dirigimos aos proprietários do Grupo Cidade, para que tomem medidas imediatas. Não é possível que a direção do conglomerado continue fazendo ouvidos moucos enquanto trabalhadores adoecem, infectam seus familiares e vêm a óbito”, reforça o presidente do Sindicato e diretor de Mobilização da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Rafael Mesquita.

Medidas simples podem ser adotadas para salvar vidas. Nesse momento, a principal e mais urgente delas é uma completa desinfecção nos ambientes da empresa. “Além disso, solicitamos o pagamento de testagem de Covid-19 para todos os funcionários”, comenta Samira de Castro, diretora de Comunicação do Sindjorce e segunda vice-presidenta da FENAJ.

O Sindjorce e a FENAJ também solicitam o afastamento, para a modalidade home office, de todos os jornalistas e radialistas a partir de 60 anos e com comorbidades; o uso obrigatório de mais de um microfone para entrevistas de populares, o fornecimento de álcool em gel, álcool isopropílico e máscaras para todos os funcionários, bem como o fim da aglomeração em ambientes sem ventilação dentro da emissora.

“Trata-se realmente de um caso de responsabilidade coletiva, pois vários canais de denúncia já foram notificados e nenhum reage a tempo. Empregadores e autoridades de saúde precisam intervir para que cessem os adoecimentos e as mortes no Grupo Cidade”, apela Rafael Mesquita.


Warning: A non-numeric value encountered in /home/storage/8/f8/9e/sindjorce/public_html/wp-content/themes/Newspaper/includes/wp_booster/td_block.php on line 705

DEIXE UMA RESPOSTA