Empresas têm até a próxima quarta-feira (12) para responder à proposta do auxílio de R$ 300; nova mediação no MPT está marcada para às 13h30

Após mais de dez meses de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026 dos jornalistas de rádio e televisão do Ceará, a mediação realizada na última quarta-feira (5), no Ministério Público do Trabalho (MPT), trouxe avanços importantes para a categoria, mas ainda sem um acordo definitivo. O principal ponto em debate agora é a criação de um auxílio mensal de R$ 300,00 para os profissionais, proposta apresentada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) e que será analisada pelas empresas do setor.
A reunião contou com a participação do presidente do Sindjorce, Rafael Mesquita, dos diretores Tarcísio Aquino e Bemfica de Oliva, além do assessor jurídico Carlos Chagas. Representando o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Ceará (Sindatel), participaram Marcos Ribeiro da Costa Erthal Tardin e o advogado Sebastião Gomes de Medeiros Neto. A mediação foi conduzida pelo procurador do Trabalho Ricardo Araújo Cozer.
Até então, a única proposta patronal consistia na aplicação do índice de 3,9% de reajuste salarial a partir de agosto, correspondente à inflação acumulada do período. Durante a mediação, o Sindatel apresentou uma nova proposta: o pagamento de um abono de 5% referente ao período de janeiro a julho de 2026, parcelado em três vezes.
Para o Sindjorce, no entanto, o avanço ainda é insuficiente diante das reivindicações da categoria. Como contraproposta, o sindicato defendeu a criação de um benefício mensal de R$ 300 por jornalista, que poderá ser implementado como auxílio-alimentação, cesta básica, auxílio-saúde ou outro benefício de caráter permanente.
Segundo o presidente do Sindjorce, Rafael Mesquita, a proposta busca garantir uma conquista concreta para os trabalhadores, para além da simples reposição inflacionária.
“Depois de dez meses de negociação, as empresas continuavam oferecendo apenas a inflação. A mediação permitiu um avanço, mas entendemos que a categoria precisa de uma conquista real. Por isso defendemos a criação de um auxílio mensal de R$ 300, que pode ser destinado à alimentação, à saúde ou a outra necessidade dos jornalistas. É um valor modesto para as empresas, mas que faz diferença na vida dos trabalhadores“, afirmou.
Além do auxílio, o Sindjorce também propôs a criação de uma comissão paritária para discutir políticas de inclusão, diversidade e equidade nas redações, bem como medidas de combate à discriminação no ambiente de trabalho.
Ao final da mediação, o Sindatel informou que levará as propostas apresentadas pelo Sindjorce à apreciação das empresas do setor e deverá apresentar uma resposta nos próximos dias. Uma nova rodada de mediação já foi agendada pelo MPT para a próxima quarta-feira (12), às 13h30.
Mobilização continua
Para o presidente do Sindjorce, este é o momento de intensificar a mobilização da categoria e ampliar a pressão sobre as empresas de comunicação.
“Agora é hora de pressão total. As empresas precisam responder positivamente à proposta do auxílio de R$ 300. Foi a mobilização da categoria, com assembleias, manifestações e diálogo permanente, que trouxe a negociação até este ponto. E será a pressão dos jornalistas que poderá garantir essa conquista. Só a luta muda a vida, e a pressão faz a diferença“, destacou Rafael Mesquita.
O Sindjorce seguirá acompanhando as negociações e manterá a categoria informada sobre os próximos desdobramentos da campanha salarial de 2026.










