Oficinas do Sindjorce levam debate sobre comunicação e direitos LGBTI+ à Estácio

Nos dias 12 e 14 de maio, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) realizou, na Estácio – Campus Centro, duas edições das Oficinas de Comunicação e Direitos LGBTI+, voltadas para estudantes dos cursos de Publicidade, Propaganda e Jornalismo. A atividade integrou a programação da Semana da Economia Criativa e Semana da Comunicação da Estácio, ampliando o espaço de diálogo sobre diversidade e direitos no ambiente acadêmico. A iniciativa faz parte do Projeto Fala Pajubá, que já percorreu outras instituições de ensino, promovendo reflexões sobre gênero, diversidade e o papel social do jornalismo na construção de narrativas mais inclusivas e respeitosas.

As atividades foram conduzidas pela professora doutora em Educação pela UFC, Silvia Maria Vieira dos Santos, e pelo jornalista e presidente do Sindjorce, Rafael Mesquita. Silvia ressaltou a responsabilidade ética do jornalismo ao retratar temas ligados à diversidade. “O jornalista ocupa uma posição estratégica na sociedade, porque é ele quem ajuda a formar a opinião pública. Quando desrespeita o gênero de uma mulher trans ou travesti, naturaliza a violência e autoriza que essa violação se perpetue. O compromisso com o respeito deve ser inegociável”, afirmou a educadora.

Para Rafael Mesquita, as oficinas representam um passo fundamental na missão do Sindjorce de aproximar o debate sobre comunicação e direitos LGBTI+ das universidades. “Vivemos um momento potente, em que o projeto consegue dialogar diretamente com quem vai construir as narrativas do futuro. Mais do que uma capacitação técnica, é uma sensibilização urgente, para que a comunicação se torne um espaço de respeito, visibilidade e afirmação das existências dissidentes”, concluiu o jornalista e dirigente sindical.

DEIXE UMA RESPOSTA