
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) realizou, no último sábado (28), na sede da entidade, a roda de conversa “Mulheres jornalistas: as histórias que a gente também precisa contar”. A atividade integrou a programação do mês das mulheres e promoveu um espaço de diálogo sobre equidade de gênero, condições de trabalho e enfrentamento à violência contra mulheres no exercício da profissão.
O encontro reuniu jornalistas com trajetórias diversas na comunicação para compartilhar experiências, refletir sobre os desafios da profissão e discutir estratégias de fortalecimento da presença feminina no jornalismo. Participaram do debate a jornalista, professora e pesquisadora Ana Cláudia Peres; a presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e diretora Jurídica e Previdenciária do Sindjorce, Samira de Castro; a jornalista e secretária de Gênero, Raça e Etnia da FENAJ, Germana McGregor; a jornalista e coordenadora de comunicação do Mercado AlimentaCE, Eduarda Talicy; a jornalista esportiva e pesquisadora Beatriz Carvalho; e, de forma remota, a jornalista Raiana Lucas, que atua na região do Cariri.
A mediação da roda de conversa foi realizada pela jornalista Germana McGregor, que, durante a abertura do encontro, destacou a importância de discutir a violência de gênero no contexto do trabalho jornalístico, especialmente diante do aumento de casos envolvendo profissionais da imprensa, sobretudo aquelas que atuam em coberturas externas. Segundo ela, a iniciativa buscou criar um espaço de escuta e reflexão sobre as diferentes formas de violência e desigualdade enfrentadas pelas mulheres na profissão.
Ao longo do encontro, as participantes compartilharam vivências que evidenciam os desafios históricos e atuais da presença feminina no jornalismo. A jornalista e pesquisadora Ana Cláudia Peres abordou o papel do jornalismo na construção de narrativas que deem visibilidade às experiências das mulheres, ressaltando a responsabilidade ética de jornalistas ao contar histórias marcadas por violência e desigualdade. Em sua fala, também destacou a importância de escolhas editoriais que ampliem a presença de vozes femininas nas pautas e reportagens.
As intervenções também trouxeram reflexões sobre as dificuldades enfrentadas pelas mulheres em áreas historicamente dominadas por homens, como o jornalismo esportivo, além das desigualdades no mercado de trabalho, da sobrecarga profissional e das violências simbólicas e institucionais presentes no cotidiano da profissão.
Participando de forma remota, a jornalista Raiana Lucas ressaltou os desafios de atuar no interior do estado e em coberturas esportivas, destacando a importância de iniciativas que incentivem outras mulheres a ocuparem espaços na comunicação.
Para o Sindjorce, a roda de conversa reforça o compromisso da entidade com a defesa dos direitos das mulheres jornalistas e com a promoção de espaços de debate sobre igualdade de gênero no campo da comunicação.
Ao final da atividade, as participantes também celebraram o aniversário da jornalista Samira de Castro, comemorado no dia anterior, sexta-feira (27), em um momento de confraternização entre as profissionais presentes.
A atividade também evidenciou o papel do sindicato como espaço de encontro e fortalecimento da categoria, estimulando reflexões sobre o presente e o futuro do jornalismo a partir das experiências e das histórias de mulheres que constroem diariamente a profissão.










