
O Fala Pajubá, Programa de Formação em Comunicação e Direitos LGBTI+, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas do Ceará (Sindjorce), foi realizado nesta quinta-feira (11/09), nos turnos da manhã e da tarde, na Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace).
Voltada para jornalistas que atuam na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), a atividade buscou promover o letramento em direitos humanos, valorizar a dignidade e incentivar o uso de uma linguagem que reconheça e respeite identidades historicamente marginalizadas.
A formação foi conduzida por Silvia Maria Vieira dos Santos, professora doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). A atividade também contou com a participação de Germana McGregor, representante da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); de Bemfica de Oliva, diretora de Segurança e Defesa do Exercício Profissional do Sindjorce; e de Ângela Marinho, presidente da Comissão de Ética do sindicato.
Para Silvia, a comunicação inclusiva é um compromisso coletivo: “É fundamental que jornalistas aprendam a linguagem inclusiva, porque, como comunicadores e formadores de opinião, também têm responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa. Mas essa transformação não acontece sozinha: ela precisa ser acompanhada por políticas públicas que garantam o respeito e os direitos da população LGBTI+.”
O servidor Paulo Veras, da equipe de comunicação interna da Alece e participante da formação, também ressaltou a importância da capacitação:
“Na Casa do Povo, onde as leis são feitas, precisamos estar atentos às demandas da sociedade, especialmente da comunidade LGBTI+, que ainda enfrenta muitas dificuldades. É essencial saber como se relacionar e tratar essas pessoas com respeito e dignidade. A comunicação tem papel central na formação de opinião e na promoção da cidadania plena. Treinamento e capacitação ajudam a compreender as diferenças e a aprimorar o tratamento humano. Todos merecem respeito, assim como nós desejamos ser respeitados.”
Com a iniciativa, o Sindjorce reforça a necessidade de uma cobertura midiática mais inclusiva, humanizada e comprometida com os direitos humanos, fortalecendo um jornalismo ético e diverso.
Sobre o Fala Pajubá
O projeto tem como propósito capacitar jornalistas e profissionais da comunicação para abordar questões LGBTI+ de forma ética e inclusiva. As oficinas são realizadas nos formatos híbrido e presencial, com atividades na sede do sindicato, em veículos de comunicação e em universidades, assegurando a participação de profissionais tanto da capital quanto do interior.
Durante as formações, é apresentado o Guia de Comunicação LGBTI+ do Ceará, que orienta jornalistas a adotar uma cobertura mais respeitosa e diversa. Ao combater o preconceito e valorizar a diversidade, o projeto fortalece o jornalismo cearense.










