Sindjorce realiza oficina de Comunicação e Direitos LGBTI+ na Secretaria da Saúde do Ceará

Foto: Igor Thawen

Na tarde da última quinta-feira (24), o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce) promoveu mais uma edição da Oficina de Comunicação e Direitos LGBTI+, desta vez voltada para profissionais da assessoria de comunicação da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. A atividade aconteceu no auditório Waldir Arcoverde, na sede da secretaria, localizada na Praia de Iracema, em Fortaleza, reunindo comunicadores(as) interessados(as) em ampliar seus conhecimentos sobre diversidade, ética e representatividade nas narrativas institucionais.

A abertura do encontro foi feita pela jornalista Helga Rackel, coordenadora de comunicação da secretaria, que relembrou sua trajetória no movimento sindical e reforçou o papel transformador do Sindjorce.

“O sindicato não é algo externo a nós — somos nós. É a coletividade que dá sentido e força à luta, por isso é tão importante estarmos conectados com a entidade que representa nossa categoria”, afirmou.

A oficina foi conduzida pela professora doutora em educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Silvia Maria Vieira dos Santos. A formação abordou os conceitos de gênero e sexualidade sob uma perspectiva crítica, dialogando com autores e teorias contemporâneas, além de propor dinâmicas práticas com os participantes.

“Desde muito cedo somos moldados a seguir padrões rígidos de comportamento baseados em construções de gênero. Isso afeta a forma como nos expressamos, cuidamos dos outros e compreendemos o mundo. Romper com esses estigmas é parte do processo de tornar a comunicação mais justa, inclusiva e humana”, explicou Silvia.

O presidente do Sindjorce, Rafael Mesquita, também participou do encontro e destacou o papel social da comunicação na promoção dos direitos humanos. “O jornalismo e a comunicação institucional precisam se comprometer com a dignidade. Respeitar nomes, pronomes, identidades e histórias não é um favor, é um dever. Nosso trabalho tem o poder de ferir ou de acolher, por isso, oficinas como essa são fundamentais para reafirmar nosso compromisso ético com a sociedade”, concluiu.

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